CPI da Água volta a se reunir, mas não convoca caciques

Depois de quase duas semanas sem caminhar, a CPI da Água finalmente reuniu seus membros na manhã de ontem (23). A reunião foi a primeira após a assinatura do contrato entre a Prefeitura de Manaus e o consórcio Manaus Ambiental, que vai gerir o sistema de água da cidade. Mas, ao contrário do que era esperado, a comissão não votou os relatórios de convocação do atual prefeito Amazonino Mendes (PDT), do ex-prefeito Serafim Corrêa (PSB), do senador Eduardo Braga (PMDB), do ex-ministro Alfredo Nascimento (PR) e do vereador e prefeito tampão em 2004, Luiz Alberto Carijó (PDT).
Durante o encontro, o presidente da investigação, o vereador Leonel Feitoza (PSD) apresentou requerimentos convocando para depor na comissão o presidente da Águas do Amazonas, Carlos Leal Villas. Na opinião de Leonel Feitoza, a empresa deve explicar por que, apesar de alegar ter prejuízos, continua na composição acionária da nova empresa concessionária, com 49,75% das ações. Além disso, o líder do prefeito na CMM deu um prazo de 48 horas para que a diretoria da Manaus Ambiental e a prefeitura enviem toda a documentação referente à assinatura do novo contrato de concessão. Feitoza explicou que somente após a análise de toda a documentação será marcada uma data para o início das oitivas.
Também foram convocados o presidente da Arsam (Agência Reguladora de Serviços Públicos Concedidos do Estado do Amazonas), Fábio Augusto Alho da Costa, para explicar por que não houve uma maior exigência com relação ao cumprimento das metas estabelecidas no contrato; e um representante do grupo francês Suez-Lyonnaise des Eaux, que assumiu a concessão dos serviços de água e esgoto em Manaus entre os anos de 2000 e 2006. Os três requerimentos foram aprovados por unanimidade.

Fato novo

De acordo com o presidente da CPI, a assinatura do novo contrato de concessão, motivou a convocação desses técnicos, em detrimento à convocação dos caíques locais, mesmo com os requerimentos que convocam os políticos terem sido apresentados semanas antes. “Surgiu um fato novo. Os requerimentos (que convocam os líderes políticos) não foram votados por que os técnicos pediram que nós deixássemos que eles analisassem toda essa questão primeiro, para depois chamarmos as pessoas”, justificou Feitoza.
De acordo com o relator da CPI, o vereador Marcel Alexandre (PMDB), essas explicações técnicas, anteriores às explicações políticas, são essenciais para blindar a Comissão sobre uma possível falta de colaboração de algum dos envolvidos, principalmente após o polêmico depoimento do empresário Carlinhos Cachoeira: “O nosso Congresso Federal passou vergonha! Ele (Carlos Cachoeira) encontrou respaldo jurídico para não responder e pautou a CPI. Nós também corremos este risco aqui. Embora esse fato novo acelere a convocação desses políticos, na minha avaliação, temos que ouvir os técnicos porque quando chegarmos nos políticos eles não terão o que dizer. Se algum convocado não quiser responder, será por decisão dele em assumir responder na Justiça o que não respondeu aqui na CPI”.

Cronograma

Os profissionais contratados pela CMM devem concluir as explicações técnicas ao parlamentares na próxima segunda-feira (28), quando será elaborado um novo cronograma de trabalho da CPI.

Qual sua opinião? Deixe seu comentário

Gostou do Conteúdo? Assine nossa Newsletter

Compartilhe:

Facebook
Twitter
LinkedIn
Telegram
WhatsApp
Email

Compartilhe:

Compartilhar no facebook
Compartilhar no twitter
Compartilhar no linkedin
Compartilhar no telegram
Compartilhar no whatsapp
Compartilhar no email