CPI adia votação para convocar tesoureiro do PT

A CPI da Bancoop (Cooperativa Habitacional dos Bancários de São Paulo) na Assembleia de São Paulo adiou ontem a votação do requerimento para convocar o tesoureiro do PT, João Vaccari Neto. O pedido deve ser tratado apenas na próxima sessão da comissão, que acontecerá na terça-feira.
O requerimento não foi votado porque, segundo o regimento da Casa, ele precisa ser publicado com um dia de antecedência. Apesar de ter sido divulgado semana passada, o pedido foi apresentado ontem pelos deputados do PT em São Paulo, Antonio Mentor e Vanderlei Siraque.
Os petistas também querem a convocação do promotor José Carlos Blat, que investiga o caso envolvendo a cooperativa.
Na reunião, o deputado Bruno Covas (PSDB) foi escolhido relator da comissão. A CPI é presidida pelo deputado Samuel Moreira (PSDB).
Além do relator e presidente, os partidos que apoiam o governo estadual -assumido hoje pelo tucano Alberto Goldman- têm mais cinco deputados: Celso Giglio (PSDB), Waldir Agnello (PTB), Roberto Morais (PPS) e Estevam Galvão (DEM) e deputado Chico Sardelli (PV).
Ontem, o presidente da comissão avaliou que este não é o melhor momento para fazer o depoimento do tesoureiro do PT. “Em princípio, acho que deveríamos aprofundar mais nas investigações e nas denúncias e diagnosticar a cooperativa [antes de ouvir Vaccari]’’, afirmou Moreira.
Para Moreira, seria preciso ouvir outras pessoas para embasar o depoimento de Vaccari. No entanto, o deputado afirmou que irá votar os requerimentos amanhã. “Precisamos discutir a pertinência do pedido.’’ Moreira nega que as investigações da comissão serão influenciadas pela eleição, que acontece daqui seis meses.
O PT diz que a convocação de Vaccari serve para esclarecer as suspeitas que pairam sobre ele. O partido argumenta que como ele já falou ao Senado e, por isso, não há problema de passar pelo depoimento na Assembleia.
Na semana passada, Vaccari foi com o advogado da cooperativa, Pedro Dallari, no depoimento ao Senado. Ele se esquivou de participar de acareação com o corretor de câmbio Lúcio Bolonha Funaro, que acusou o petista em depoimento ao Ministério Público de desviar recursos da Bancoop para o esquema do mensalão do partido. Pressionado pela oposição para aceitar uma acareação com o corretor, Vaccari disse que precisa consultar o partido antes de decidir sobre o pedido. “Falo para os senhores, com todos os outros. Isso [acareação] temos que discutir depois com a direção partidária’’, afirmou.
Vaccari disse desconhecer qualquer desvio de verbas da cooperativa para beneficiar o ex-ministro José Dirceu. Em 2005, na série de depoimentos que prestou ao Ministério Público Federal, Funaro acusa o ex-ministro de se beneficiar pessoalmente dos negócios fechados por fundos de pensão sob controle do PT.

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