Covid -19 impacta procura por medicamentos em farmácias

As farmácias na capital  intensificaram seu fluxo de vendas ao longo desse período de pandemia. O movimento é atribuído ao aumento indiscriminado da busca por medicamentos referentes ao novo coronavírus. A automedicação principalmente por determinados remédios disparam nesses estabelecimentos e registram escassez.

“A realidade é que ninguém entende que o vírus se combate com imunidade elevada..

E imunidade elevada se adquire com uma boa alimentação com carnes feijão frutas e legumes”, falou a farmacêutica, Ana Célia. 

A profissional explica que isso tem levado muitos leigos as farmácias e eles passam pelo que a gente chama de "empurroterapia". Onde os balconistas empurram todo tipo de complexos multivitamínicos , e oligoelementos (ômegas, suplementos alimentares, etc.)  quando o ideal é só a vit.C +zinco para aumentar a imunidade.

Com isso, a escassez é evidente “acabam todas as vitaminas sais minerais e suplementos com aumento de demanda. Não podemos dizer que houve aumento de demanda porque não repuseram, mas houve sim, aumento de demanda reprimida. Muita procura. Pouca compra. Até agora tem faltando muitos medicamentos”. 

Ela diz que houve um leve aumento entre 20%- 35% nas vendas de remédios relacionados à COVID-19 como os derivados de analgesico e antitérmicos.

Um estudo realizado pela Funcional Health Tech – empresa líder em inteligência de dados e serviços de gestão no setor de saúde, confirma que esse aumento deu um salto de até 123% nas vendas em farmácias brasileiras.

O gerente e farmacêutico Vitor Hugo Borges de Souza, diz que a procura maior pelos medicamentos chamados de suplementos vitamínicos lideram. Mas constata que as vendas de medicamentos tidos como tratamento para a pandemia dispararam. 

Ele aproveita para frisar sobre a importância do profissional farmacêutico no estabelecimento de drogarias e farmácias, tanto  na questão da automedicação e seus prejuízos à saúde, quanto  do papel do profissional na linha de frente no combate ao coronavírus. “Além disso, somos responsáveis por toda a equipe dentro da empresa. E a utilização de EPI’s para prevenção”, lembrou.. 

Aumento desleal 

Armando Reis, presidente  do  Sindidrogas-AM(Sindicato do Comércio Varejista de Drogas do Estado do Amazonas), explica que a  procura por alguns produtos apresentaram esse crescimento ligados à Covid como a Vitamina C Vitamina D,  Azitromicina, Ivermectina, Complexo Vitamínico. Mas reforça que não houve aumento nos preços. 

“O nosso seguimento é o único no País que quem controla é o governo Federal através da CMED (Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos), o aumento que era para acontecer em 1 abril não houve”. Ele emenda que está  tendo muita confusão no mercado em relação aos preços. Estes já vem de Brasília  “Nós temos que seguir um caderno de preço que é enviado pela ABCFARMA. Significa que nenhuma Drogaria no Brasil todo não pode vender medicamento além do permitido pelo PMC (Preço Médio do Consumidor).

O presidente pontua que caso seja observado algum tipo de aumento tem que ser denunciado, e quem for comprar, exigir a nota fiscal e pedir o caderno de preço que é obrigatório todas as drogarias terem em seu balcão.

Números

O levantamento da Funcional Health Tech,  realizado com 230 mil beneficiários de empresas clientes da companhia, que consumiram neste ano em mais de 40 mil farmácias e drogarias brasileiras, mostra o impacto da Covid-19 na venda de medicamentos de 16 a 22 de março de 2020. Para se ter a ideia, somente a comercialização do paracetamol registrou um aumento de 123,2% em relação à semana anterior. No comparativo com o mesmo período do ano anterior, esse aumento foi de apenas 7,6%. As vendas de antigripais demonstraram crescimento de 58,4% na comparação com a semana anterior, sendo que no mesmo período em 2019 esse aumento foi de 9,8%. Enquanto isso, a venda de remédios que contém Ibuprofeno caiu 52,4% após a circulação de notícias alertando sobre eventuais riscos na utilização deste medicamento em caso de suspeita de Covid-19.

Já a comercialização da Hidroxicloroquina aumentou 67,9% na última semana, em relação à semana anterior. Em relação ao mesmo período de 2019 o aumento de vendas foi de 96%. O resultado das vendas da Hidroxicloroquina, usada para o tratamento de malária, lúpus e artrite reumatoide, ocorreu depois de ser apontada, em alguns ensaios clínicos, como possível tratamento contra o novo coronavírus.

"As oscilações nas vendas de medicamentos mostram a preocupação da população com esta pandemia. Neste momento, é extremamente importante seguir as orientações das organizações oficiais de saúde e de um médico especialista", afirma Ricardo Ramos, médico e vice-presidente da Funcional Health Tech.

Campanha

Semana passada, o CFF (Conselho Federal de Farmácia) e os Conselhos Regionais lançaram massivamente a campanha anual sobre o Uso Racional de Medicamentos.

Tendo em vista a importância da data (5 de Maio), a mobilização foi além e se desdobrou por toda a semana nos principais veículos de comunicação do estado de Pernambuco e nas redes sociais, reforçando ainda mais a importância do profissional farmacêutico para a sociedade.

Com o mote – “não entre em pânico e antes de usar qualquer medicamento, consulte o farmacêutico”, os conselheiros e membros do Grupo Técnico abordaram temáticas de extrema importância na imprensa.

Entre elas, o aumento da venda de medicamentos, as consequências da Fake News e a importância do Farmacêutico durante esse momento de pandemia.

Fonte: Andreia Leite

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