Courod´água vai ampliar unidade fabril no PIM

Produtos feitos com o couro de peixe estão conquistando o mercado do Sul e Sudeste do país. Para atender à demanda em fase de expansão, a empresa amazonense pioneira na transformação da pele do peixe, a Couro D’Água da Amazônia, vai dobrar a capacidade de curtimento até o fim deste ano. Até junho de 2008 a empresa deve inaugurar a nova unidade fabril no Distrito Industrial.

A nova unidade produtiva teve o projeto aprovado pela Suframa (Superintendência da Zona Franca de Manaus) em abril último, e será instalada em uma área de 6.700 m², sendo 2.000 m² de área construída. O início das atividades demandará pelo menos 80 empregos diretos, contra os dez atuais. A produção mensal está estimada em 500 m² de couro de peixe, processo que será duplicado neste ano.

Segundo o presidente da empresa, Luiz Viriato, o objetivo é ampliar a participação das exportações no volume de vendas, e consolidar a marca no mercado interno através da abertura de lojas com a marca Couro D’Água. “Ainda não temos estrutura para entrar no setor de franquias, mas estamos à procura de interessados em ser nossos parceiros”, afirmou. Em Manaus são três as lojas da empresa amazonense.

A Couro D’Água produz a parte da matéria-prima e terceiriza o desenvolvimento das coleções. Ao todo, são 80 itens, 60% deles produzidos em São Paulo, Rio Grande do Sul e Rio de Janeiro. “N ão temos tradição em produzir sapatos aqui, pelo menos com o acabamento que procuramos”, disse Viriato. “Nossa intenção, contudo, é começar a fazer tudo mesmo em Manaus”, completou.

O Amazonas representa menos de 10% do faturamento da empresa, ao passo que as exportações representam 15%, principalmente para Portugal, Holanda, Itália e Estados Unidos. Os outros 75% são das vendas para Estados como São Paulo, Paraná, Rio de Janeiro e Minas Gerais.

“O problema da nossa cidade é que, segundo pesquisa recente, quase 90% das pessoas nunca havia ouvido falar em couro de peixe como insumo de bolsas e outros produtos. Além disso, elas se surpreendem com o preço”, informou. Os produtos da Couro são voltados para as classes A e B, já que o metro quadrado do couro de peixe custa até três vezes mais que o bovino –R$ 170 contra R$ 50.

A demanda na cidade obteve uma expansão de 50% esse ano no acumulando de janeiro a novembro passado em relação ao igual período de 2006. No entanto, as vendas tiveram um acréscimo de apenas 5%. “A maioria das pessoas vêm com a idéia de um produto barato”, comentou o empresário. Os preços médios dos produtos são –R$ 190 um sapato feminino; R$ 380 uma bolsa; R$ 30 um chaveiro; R$ 45 uma porta-cédula e R$ 110 um par de sandálias.

De acordo com o empresário, o preço é mais elevado porque dá mais trabalho para fazer o curtimento. O processo é semelhante ao de gado, mas em vez de usarmos produtos químicos, utilizamos extrato vegetal. “A qualidade é a mesma, sendo que há peixes que fornecem um couro até cem vezes mais resistente que o tradicional”, afirmou. O peixes mais utilizados na produção são o surubim, dourado, pescado, jaú, pirara e tambaqui.

Qual sua opinião? Deixe seu comentário

Compartilhe:

Compartilhar no facebook
Compartilhar no twitter
Compartilhar no linkedin
Compartilhar no telegram
Compartilhar no whatsapp
Compartilhar no email

Siga-nos

Notícias Recentes

JC Play

Podcast

Gostou do Conteúdo? Assine nossa Newsletter

Compartilhe:

Facebook
Twitter
LinkedIn
Telegram
WhatsApp
Email

Compartilhe:

Compartilhar no facebook
Compartilhar no twitter
Compartilhar no linkedin
Compartilhar no telegram
Compartilhar no whatsapp
Compartilhar no email