Corte no orçamento adia reposição

O corte de R$ 600 milhões no orçamento para produção de dinheiro pode atrasar a reposição das notas desgastadas e danificadas pelo uso por novas cédulas, disse ontem o diretor de Administração do Banco Central, Altamir Lopes.
Os recursos previstos para a fabricação de notas e moedas neste ano foram reduzidos dentro do corte de despesas de R$ 10 bilhões anunciado na semana passada pelo governo federal dentro da revisão bimestral do Orçamento da União. O objetivo no novo corte de gastos do governo é diminuir a demanda na economia, ajudando o BC na contenção da inflação.
Segundo Lopes, a restrição orçamentária pode atrasar a produção de novas cédulas, o que adiaria a reposição de notas desgastadas pelo uso.
“Isso não trará evidentemente falta de dinheiro. Esse não é o ponto. O que pode ocorrer é um pouco mais de atraso no recolhimento do dinheiro antigo, do dinheiro em condições um pouco piores. Mas, sem dúvida, as cédulas serão recolhidas no momento apropriado sem perda de qualidade, sem perda dos seus elementos de segurança”, disse Lopes.
Lopes comentou o assunto durante o lançamento das novas cédulas de R$ 2 e de R$ 5, que começaram a circular nesta segunda-feira. Foram produzidas 75 milhões de notas de cada valor.
Essas novas cédulas receberam uma camada de verniz para aumentar sua vida útil. Por serem de pequeno valor e, portanto, circularem mais, elas costumam durar em média apenas 14 meses. Com esse novo tratamento, terão vida útil maior, mas o BC não tem uma estimativa.
Além desse tratamento, as notas contam com elementos de segurança mais avançados. Por causa disso, as novas cédulas de R$ 5 têm custo 7,9% superior que as anteriores e as de R$ 2 custarão 1,4% a mais.
Para facilitar a identificação de deficientes visuais, a nova nota de R$ 2 tem como marca tátil uma barra inclinada, enquanto a de R$ 5 possui uma barra horizontal.
As cédulas lançadas hoje completam o projeto Segunda Família do Real, iniciado em 2010 com a substituição das cédulas de R$ 50 e 100, e depois ampliado para as notas de R$ 20 e R$ 10. Na média geral, as cédulas da segunda família são 15% a 20% mais caras que as anteriores, informou o chefe do departamento do meio circulante do BC, João Sidney de Figueiredo Filho. Quanto maior o valor nas notas, mais cara é a sua produção por causa da incorporção de mais elementos de segurança. As notas de maior valor não receberam a camada protetora de verniz.

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