11 de abril de 2021

Corte de até 15% de empregos no varejo

Essa é a estimativa do número de demissões no setor no primeiro semestre, segundo cálculo da FCDL/AM

Apesar os dados do Caged (Cadastro Geral de Emprego e Desemprego) divulgados na última terça, 19, apontarem um saldo melhor da situação dos empregos do comércio (+367 postos em junho deste ano contra +268 postos criados no mesmo período do ano passado), entidades do setor seguem apreensivas.
Segundo o vice-presidente do Sindicato dos Empregados no Comércio do Amazonas, José Ribamar do Nascimento, junho e julho não são meses favoráveis para o setor, sobretudo neste ano. “Por causa dessa má fase que começou após o Dia das Mães, impedindo que as vendas decolassem, os lojistas estão dispensando funcionários. Sem vendas não há como contratar ou manter os empregos”, explicou.
Para o presidente da FCDL/AM (Federação das Câmaras de Dirigentes Lojistas do Amazonas), Ralph Assayag, historicamente, o período entre o Dia das Mães e o Dia dos Pais é fraco por não possuir tanto apelo comercial quanto outras épocas do ano. De acordo com o dirigente, até final de junho, a queda no número de empregados do comércio, variou entre 10% e 15%. “Para reduzir esse índice, promovemos ações com os empresários, com o intuito de mostrar para ele que demitir custa caro”, frisou.
Ralph Assayag disse que a intenção é mostrar aos comerciantes que medidas de contenção de despesas, podem ser tomadas para não desligar o funcionário.
Sobre as demissões, o titular da SRTE/AM (Superintendência Regional do Trabalho e Emprego do Amazonas), Dermilson Chagas, defendeu que o melhor é aguardar agosto. “Como o relatório do Caged sempre se refere ao mês anterior, precisamos esperar o resultado de agosto, para verificar o desempenho em julho e só então fazer uma análise melhor desses dois meses”, esclareceu.
No entanto, tendo como base os resultados, o superintendente acredita que quem trabalha no segmento não deve ficar alarmado. “Sobretudo porque a partir de agora começa a boa fase do setor que se estende até o Natal”, tranquilizou.
Ele argumentou ainda que os resultados da indústria da transformação, que só em junho gerou 3.822 postos de trabalho, denotam o bom funcionamento da economia no Amazonas. “Como um puxa o outro, se o comércio estivesse ruim, a indústria não produziria tanto”, constatou.

Sem qualificação

Um outro assunto que preocupa o setor é a qualificação profissional. “Os funcionários são despreparados. A maneira de tratar o cliente ainda é rudimentar”, destacou o presidente da ACA (Associação Comercial do Amazonas), Gaitano Antonaccio.
O dirigente explicou que parte de um bom atendimento depende do empenho do próprio funcionário, mas a outra parte depende de treinamentos e cursos que não estão presentes em número suficiente em Manaus. “Manaus ainda não está preparada quando o assunto é atendimento ao público”, finalizou.

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