Corredor entre Manta e Manaus leva aporte inicial de US$ 710 mi

Os governos do Brasil e Equador deram mais um passo para a implantação definitiva do corredor interoceânico que vai beneficiar, no primeiro momento, a regiões entre o porto de Manta, no Equador, até a capital amazonense.
O encontro entre os representantes das secretarias alfandegárias e portuárias dos dois países juntamente com autoridades das três esferas do Executivo brasileiro, acontecido na última quinta-feira, resultou na batida de martelo dos parceiros comerciais em relação ao orçamento inicial de US$ 710 milhões para as obras do corredor, cuja expectativa é de que iniciem até meados do primeiro semestre de 2008.
Durante a confrontação de idéias sobre financiamento e vantagens bilaterais de mercado, o diretor do Projeto Manta-Manaus, Tomás Peribonio, apontou a necessidade de expansão do Porto de Manaus e alargamento das rodovias BR-319 e BR-174, consideradas pelo governo brasileiro e equatoriano como estratégicas para o escoamento dos produtos desde o Porto de Manta.
“A capital amazonense se oferece como uma enorme demanda para produtos equatorianos, mas a sua localização resulta num difícil acesso logístico. Apesar disso, o projeto prevê um aumento acima de 25% no montante das exportações entre os dois países”, acrescentou o diretor, comentando dados da Corporación Aduanera de Manta, nos quais o Brasil aparece como um dos principais exportadores para a região, já que encerrou o ano passado com a receita de aproximadamente US$ 877.49 milhões.
O valor vem praticamente da compra de eletroeletrônicos, dos quais 15% saíram do PIM (Pólo Industrial de Manaus).
Peribonio lembrou que, na contrapartida das relações comerciais entre os dois países, o Amazonas deverá receber, através do corredor interoceânico derivados de petróleo, flores, frutos do mar, cerâmica, cobre, zinco e cimento a preços até 40% menores aos praticados no mercado interno.

O diretor Projeto Manta-Manaus, explicou que o orçamento projetado como referência para a execução da segunda fase do empreendimento, em meados de 2009, será de US$ 122 milhões em obras de infra-estrutura e mais US$ 80 milhões em maquinarias e equipamento de dragagem. “Desse total de gastos previstos, entretanto, as empresas concessionárias do tráfego no eixo, após a licitação internacional, participarão com o aporte de 25%”, ressaltou Peribonio.
Na opinião do embaixador brasileiro em Quito, Antonino Marques Porto, a redução dos gastos com logística e a possibilidade do aumento na competitividade dos produtos do Pólo Industrial nos países banhados pelo Oceano Pacífico são motivos suficientes para a concretização do projeto de integração do Brasil com o Equador.
O diplomata lembrou dados da Suframa, segundo os quais os produtos do PIM levam cerca de 80 dias para chegar a Miami, nos Estados Unidos, com escala no Canal do Panamá.

Carga vai chegar mais rápido

O embaixador Antonino Marques Porto disse que o transporte entre o Atlântico e o Pacífico, culminando numa interligação pelos rios e estradas nos territórios brasileiro, equatoriano e peruano, terá como principal vantagem para o Amazonas a diminuição do tempo de transporte de cargas, que cairá para cerca de sete a dez dias, reduzindo o preço final da produção do PIM.
Além disso, segundo estimativa da Suframa (Superintendência da Zona Franca de Manaus), uma vez implanta-da, a rota reduzirá de aproximados 45 para 25 dias o tempo em que os insumos asiáticos levam para chegar às fábricas de Manaus através do Canal do Panamá.
Pelo menos duas grandes companhias de transporte rodoviário e fluvial da Amazônia mostraram-se interessadas em operar o trecho fluvial da rota multimodal durante o evento. A Bertolini Ltda (TBL) e a equatoriana PortoNapo Providencia apresentaram seus planos de exploração da rota, cujo traçado tem mais de 3.600 quilômetros, dos quais 2.900 são fluviais, desde o rio Napo, no Peru, até a foz do Amazonas, no Atlântico.
Em sua apresentação ao grupo de empresários, governadores e prefeitos eq

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