Coronel do Cenipa diz que França formalizou queixa contra vazamento

De acordo com o militar da Cenipa (Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes), o comando da Airbus também criticou a divulgação de informações.
Sem entrar em detalhes, o coronel, que acompanhou as investigações envolvendo as caixas-pretas do Airbus-A320 nos Estados Unidos, destacou que é impossível tirar conclusões nesta fase das investigações. Segundo ele, a etapa é de coleta de dados e reclamou que não recebeu informações da Anac (Agência Nacional de Aviação Civil) nem da Infraero (Empresa Brasileira de Infra-Estrutura Aeroportuária). O militar não soube dizer por que não recebeu os dados que necessita por parte da Anac e da Infraero. Cauteloso, repetiu por diversas vezes a mesma frase: “Qualquer opinião seria precipitada e leviana da minha parte. Estamos ainda na fase de coleta de dados”.
Camargo presta depoimento à CPI do Apagão na Câmara. Por decisão da comissão, a sessão será parcialmente aberta, ou seja, o que for considerado de “caráter reservado”, o militar falará em reunião secreta. Durante o depoimento, o coronel disse que o Cenipa elabora propostas visando mais segurança no sistema aéreo brasileiro.
De acordo com Camargo, as sugestões iniciais são de que as pistas do aeroporto de Congonhas (zona sul de São Paulo) só poderão ser utilizadas quando forem atendidas todas as normas que impeçam a derrapagem. Em relação à confusão feita com o envio de um equipamento para os EUA em que a Aeronáutica afirmava ser a caixa-preta do Airbus-A320, Camargo afirmou que o “equívoco” foi provocado por análises feitas por engenheiros e mecânicos do próprio fabricante. “Houve um equívoco, sim. Mas atestado por engenheiros e mecânicos da Airbus”, disse o militar.

Caixas-pretas

A CPI ouviu reservadamente o coronel para que ele explicasse detalhes sobre os procedimentos que o Cenipa já realizou, as linhas de investigação que estão em curso e trate sobre a confrontação de informações. Apenas os deputados Eduardo Cunha (PMDB-RJ) e Luciana Genro (PSOL-RS) foram contra à realização da sessão secreta.
O tenente-coronel Camargo se recusou a prestar esclarecimentos sobre os dados retirados das caixas-pretas do Airbus A-320 da TAM que se acidentou em 17 de julho em São Paulo, de acordo com o presidente em exercício da CPI da Crise Aérea da Câmara, deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ). De acordo com o deputado, o tenente-coronel usou um acórdão do Supremo Tribunal Federal para argumentar que tinha o direito de não divulgar informações de natureza profissional.

TAM, Infraero e Anac atrasam investigação

Responsável por investigar o acidente com o avião da TAM, o coronel Fernando Camargo acusou a Anac, a Infraero e a companhia aérea de atrasar os trabalhos do Cenipa (Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes) por não encaminhar documentos que serão usados no cruzamento de informações com os dados das caixas-pretas.
Em depoimento à CPI do Apagão Aéreo da Câmara, ele disse ter menos dados que os deputados. “Eu sei que a comissão já tem gravações de controle de tráfego. Eu ainda não os recebi”. Ele afirmou que ainda não tem documentos solicitados à Anac e à Infraero, e que o Cenipa investigará o acidente quando puderem “analisar a totalidade da documentação”.
O coronel disse que, ao contrário da CPI, não tem poderes para requerer os documentos.
As dificuldades, conforme demonstrou, não estão apenas em adquirir os documentos. Camargo afirmou que o comportamento da TAM levou a Aeronáutica a enviar para os EUA entulho em vez da caixa-preta do avião. Ele relatou três tentativas da Aeronáutica de confirmar se o equipamento encontrado era mesmo a caixa-preta, todas negadas pela TAM, o que levou a Aeronáutica a um “equivoco grosseiro”, afirmou.
Com base no que já foi investigado sobre o acidente, Camargo afimrou que algumas recomendações para o setor aéreo já foram elaboradas, mas ainda não estão em vigor. E citou uma que aumenta o rigor em pousos e decolagens na pista de Congonhas em dias de chuva.
A re

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