Coral como fator de inclusão social

Atenção instituições que tenham, ou mantenham, corais infantis e jovens. As inscrições para o ‘Gran Finale – Festival Nacional de Corais Infantis e Jovens’ encerram-se no sábado (15). A 13ª edição do ‘Gran Finale’ acontece em outubro, em São Paulo. Serão quatro dias, de 6 a 9 de outubro, com apresentações e workshops voltados ao mundo da música. Em formato não competitivo, o evento busca valorizar e evidenciar o trabalho dos corais brasileiros. A edição deste ano contará com a presença da regente americana Ruth E. Dwyer, internacionalmente reconhecida pela regência de corais formados por crianças de escolas públicas nos Estados Unidos.

Segundo a idealizadora do Festival, Lilia Valente, o evento se tornou uma referência no canto coral infantil e jovem. “A cada edição recebemos corais de todas as partes do Brasil e regentes do país inteiro, sem falar dos regentes convidados”, falou ao Jornal do Commercio. O evento ainda oferece bolsa incentivo a corais formados por crianças e jovens de comunidades atendidas por projetos sociais. Nas edições anteriores, cerca de 40% dos corais participaram por meio dessa iniciativa. “Esse é um dos objetivos do Festival, a inclusão social de crianças e jovens através da música e do canto. É um canal de ligação da cultura com coralistas que promovam projetos sociais em comunidades”, falou.

Lilia recordou que nesses 13 anos de existência, uma única vez um coral de Manaus se apresentou no Gran Finale. Foi em 2012, o coral da então Fundação Nokia, hoje Fundação Matias Machline, sob a regência de João Carlos Martins. “Sabemos das dificuldades em se chegar até aqui, devido à distância, mas gostaríamos de ter corais aí do Amazonas”, solicitou.

A regente disse que uma média de 25 a 30 corais de todo o Brasil se apresentam a cada ano no Gran Finale e o Festival tem um diferencial. “Os corais não se apresentam individualmente, mas num grande concerto simultâneo com todos os participantes, que em edições passadas chegou a ter mais de 500 vozes”, afirma Lilia.

Separado em duas partes, o Concerto Gran Finale tradicionalmente encerra o evento e já reuniu públicos de mais de três mil pessoas. “O Festival também se destaca por oferecer aos regentes a oportunidade de acompanhar os ensaios do regente convidado para comandar a apresentação final, que este ano acontecerá em 9 de outubro, no Teatro Bradesco, em São Paulo”, adiantou.

Quatro dias de atividades
O formato do Gran Finale foi inspirado no Festival Anual de Corais Infantis que ocorre em Nova York, no Teatro Carnegie Hall. Lilia participou do Festival nos Estados Unidos, em 2001, quando decidiu trazer o formato para o Brasil, a fim de incentivar o desenvolvimento do canto coral entre crianças e jovens brasileiros.

“A música tem um elemento transformador. Trabalhamos com a autoestima das crianças e jovens, e, através do canto coral, elas desenvolvem diversas habilidades, memória e o aprendizado de várias culturas. A música é um canal para transformar o futuro em um mundo melhor, mais sensível. O Festival Gran Finale propõe desafios para as crianças com um repertório diferenciado”, concluiu.

O Festival será realizado em quatro dias. No primeiro, dia 6, acontecerá um workshop com Ruth E. Dwyer. A regente é diretora associada do Coro da Criança de Indianápolis desde 1988 e, desde 1996, diretora de educação do coral.É também diretora artística e administradora do Coro das Crianças de Columbus Indiana. Seu trabalho com os dois corais permitiu sua visita por todo o país e exterior. Nos dias 7 e 8 Ruth ensaia com todos os corais e no dia 9 acontece o Gran Finale, com os corais cantando juntos.

Cantando há 61 anos
Ontem, o mais antigo conjunto vocal independente em atividade em Manaus, e um dos mais antigos no Brasil, o Coral João Gomes Júnior fez mais uma apresentação no Teatro Amazonas em comemoração ao seu 61º aniversário. O coral fez sua primeira apresentação ao público no dia 13 de julho de 1956, exatamente no palco do Teatro Amazonas. O grupo foi fundado em 19 de março daquele mesmo ano, tendo como regente fundador Nivaldo Santiago.

“Vale sempre destacar que o João Gomes Júnior é um dos corais em atividade contínua há mais tempo no Amazonas e no Brasil, e são pouquíssimos os grupos ainda na ativa com essa idade, de mais de seis décadas”, assinalou Moisés Rodrigues, regente e diretor artístico do João Gomes.

Ao longo de seus 61 anos, o João Gomes Júnior participou ativamente dos principais eventos cívicos e culturais em Manaus e no interior do Amazonas, tendo sempre como princípio o aprimoramento cultural e artístico e a formação de plateia.

Atualmente o coral é presidido por Cleomar dos Anjos Feitoza, uma das fundadoras do conjunto. Além de Moisés Rodrigues, o grupo vocal tem Cláudio Abrantes como regente adjunto.

“Somos um grupo eclético com coralistas de 17 a 83 anos, sendo que três delas estão no coral desde o começo”, ressaltou o regente que há cinco anos rege o João Gomes. “Nossa atuação é social. Fazemos uma média de duas apresentações por mês em comunidades, asilos, igrejas e hospitais, muitas vezes realizando ações sociais levando alimentos e agasalhos para os necessitados”, disse.

O QUE? Festival Gran Finale 2017
QUANDO? De 6 a 9 de outubro
ONDE? São Paulo
INFORMAÇÕES? Até 15 de julho – e www.facebook.com/FestivalGranFinale/www.granfinalefestival.com.br

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