Copom diz que demanda doméstica mostra recuperação

Na ata divulgada quinta-feira, o comitê diz que a demanda doméstica mostra recuperação e pede a manutenção de uma política monetária cautelosa. Na semana passada, o Copom manteve a Selic em 8,75% ao ano. “Depois de uma breve contração, a demanda doméstica passou a mostrar evidências de recuperação, graças aos efeitos de fatores de estímulo, como o crescimento da renda’’, afirma a ata.
O Copom ressalta que “importantes estímulos monetários e fiscais foram introduzidos na economia nos últimos trimestres’’, o que deverá contribuir para a retomada da atividade econômica.
“Os efeitos desses estímulos devem ser cuidadosamente monitorados ao longo do tempo e são parte importante do contexto no qual decisões futuras de política monetária, que devem assegurar a manutenção da convergência da inflação para a trajetória de metas ao longo do horizonte relevante, serão tomadas’’, completa.
Apesar de alertar para a recuperação da demanda, o conselho ressalta que ainda persiste “sensível margem de ociosidade dos fatores de produção’’ que não deve ser eliminada rapidamente.
Ainda assim, como na ata da reunião de setembro, o comitê defende uma postura cautelosa para assegurar que a inflação permaneça dentro das metas estabelecidas pelo governo.
“O Copom considera, também, que uma postura mais cautelosa contribuirá para mitigar o risco de reversões abruptas da política monetária no futuro e, assim, para a recuperação consistente da economia ao longo dos próximos trimestres’’, afirma.
De acordo com a ata, as projeções de inflação feitas pelo Banco Central “elevou-se ligeiramente’’ em relação à reunião de setembro, mas permanece abaixo do centro da meta de 4,5% fixada pelo CMN (Conselho Monetário Nacional). O Banco Central não divulga a projeção exata.
“O Copom avalia que, diante da margem de ociosidade da economia e do comportamento das expectativas de inflação para horizontes relevantes, continuaram favoráveis as perspectivas de concretização de um cenário inflacionário benigno, no qual o IPCA seguiria exibindo dinâmica consistente com a trajetória das metas’’.
O comitê aumentou de 6,9% para 11,2% a projeção no aumento do botijão de gás de cozinha em 2009. Manteve, porém, a estimativa de não haver reajuste líquido no preço da gasolina.
Para a telefonia fixa, a projeção de reajuste baixou de 1,1% em setembro para 0,3% na última reunião.

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