Copa do Mundo, antes de depois

As cidades que vão sediar jogos da Copa de 2014 já estão no clima como se o evento fosse acontecer na semana que vem. O acontecimento que volta ao Brasil depois de 59 anos movimenta setores dos mais diversos e causa euforia nos brasileiros. Não porque somente queiram ver sua seleção ser campeã no seu país, mas também porque terão de demonstrar cordialidade e amizade aos que aqui virão assistir aos jogos.
O Brasil, de um modo geral, sabe que não está preparado para o turismo. Acostumado a receber em torno de cinco milhões de estrangeiros por ano, somente os trinta e dois países participantes deverão trazer um quinto desse contingente no período dos jogos. Outro tanto deverá vir durante o ano atraído pela mídia mundial. Contudo, espera-se desde 2011 um número crescente de turistas, porque após a copa de 2010, o Brasil será a bola da vez e haverá uma divulgação dirigida. Embora isso nos deixe eufóricos, não podemos esquecer a responsabilidade que isso nos traz.
O estado do Amazonas, cônscio de sua posição de representante do mundo verde, já iniciou a preparar sua gente para recepcionar turistas. Lançou cursos de línguas para 300 vagas no primeiro lote e possivelmente mais 700 a partir do ano de 2010. Cursos que variam de 2 a 4 anos, dependendo do idioma, pretendem formar pessoas das mais diversas áreas para se comunicar principalmente com turistas.
A ssociação Brasileira de Bares e Restaurantes está traduzindo cardápios para restaurantes para a língua do turista que mais o visita. O aprendizado não pretende parar no idioma. Há necessidade de se conhecer um pouco sobre a história dos países de origem dos turistas. Além dos investimentos em melhorias do transporte público, em sinalização internacional nas ruas e outros . Não podemos nunca esquecer de ensinar um pouco mais da história do estado e da cidade. Só se pode orientar e ensinar aquilo que se sabe.
A Copa do Mundo será um excelente argumento, ou desculpa, para se conseguir recursos para a realização de obras há muito pendentes. O que se torna necessário para o turista sempre foi necessário ao cidadão que mora aqui, mas só agora adquire urgência. O consolo é saber que o que for feito para a Copa ficará para a população depois de encerrados os jogos.
A formação do pessoal, sem dúvida nenhuma, será o patrimônio de cunho permanente que jamais será apagado ou corroído pelas traças. A copa será um teste para os turismólogos que hoje se formam nas Universidades locais. Uma situação muito diferente da encontrada em 1967 quando começou a ser instalada a chamada Zona Franca. Naquela época as empresas que aqui se instalavam, traziam seus profissionais de ponta de outras plagas. Hoje o Amazonas caminha a passos largos para a profissionalização.
A situação é outra, porém o reconhecimento de que há necessidade de aprimorar é um fator positivo. A Costa Rica, do tamanho do menor dos 27 estados brasileiros recebe dois milhões de turistas por ano. Se a proporção fosse respeitada, no Brasil entrariam duzentos milhões por ano. Se queremos ser um país que sabe receber turistas, temos de começar em algum lugar. O investimento em pessoal é um excelente começo. Pode ser também meio e fim.

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