A Copa do Mundo é a grande tendência de bons negócios em 2014 – o mundial de futebol começa em junho e já movimenta diversos setores. Em São Paulo, um empresário está investindo no mercado de brindes e vai aumentar a produção em 50%, no começo do ano.
A empresa de Carlos Miyashiro acelerou a produção, está contratando mais 15 funcionários e, até junho, quer vender pelo menos 400 mil brindes para empresas de todo o país.
“Em todas as outras Copas, nós vendemos bastante. Mas agora vai ter um grande diferencial, porque a Copa vai ser no Brasil. Então, nós estamos bem entusiasmados, porque como o Brasil é o país do futebol e a Copa vai ser aqui, vai arrebentar de vender,” se anima.
O empresário comanda a fábrica que começou com seu pai há 34 anos. Após a produção e acabamento, o produto recebe o logotipo das empresas-clientes. De acordo com o consultor Sebastião de Oliveira, é nesse momento que o brinde ganha valor.
“A Copa é um grande momento para ganhar dinheiro com praticamente todos os produtos, e para promover seus produtos as empresas usam de diversos artifícios, entre eles, brindes. Então, você quer divulgar sua marca, quer aproveitar esse momento e vincular a sua marca e o seu produto à Copa, o brinde é uma excelente oportunidade para isso,” explica.

Preço X prazo
Os brindes custam a partir de R$ 2, como o chaveiro, e chegam a R$ 15, no caso da bola de futebol. Mesmo economizando, reduzindo os custos onde pode, a empresa de Carlos não consegue competir em preços com os produtos chineses, que chegam ao Brasil com menos da metade do valor.
A saída que o empresário encontrou foi investir no prazo de entrega. Como o produto chinês leva cerca de 30 dias só para vir de navio até o Brasil, a empresa fez um estoque estratégico de cem mil peças nas cores básicas e, daí, basta imprimir o logotipo do cliente que o brinde está pronto para a entrega.
O empresário culpa os impostos e o custo da mão de obra brasileiros pelo alto custo do produto. Mas ele aproveita o fato de a Copa do Mundo ser aqui para ganhar mercado com a rapidez e desbancar a concorrência.
“As empresas dessa parte de brinde costumam deixar tudo para a última hora, então, o diferencial é o pronto atendimento. As empresas que tiverem um atendimento rápido e que cumpram prazo de entrega vão se sobressair,” aposta Carlos.
Para montar uma fábrica de brindes, o investimento gira em torno de R$ 250 mil em maquinário e estoque inicial. Segundo o empresário Carlos, a margem de lucro é baixa, de 10%, ou menos. Este é um negócio onde se ganha no volume de produção e venda –e não existe momento melhor que a Copa do Mundo. Até lá, o faturamento da empresa deve dobrar, e chegar a R$ 400 mil por mês.
“Eu acredito que quando o cliente final receber esse produto, ele vai ficar bastante contente e surpreso. (…) Então, esperamos ter bastante sucesso e muitas vendas.”
A Steroc Indústria e Comércio, empresa de ferramentas para mineração, já se antecipou ao evento. Ela enfrenta a concorrência de produtos importados e, numa estratégia de marketing, vai usar os brindes da Copa para reforçar a imagem nacional. O gerente Eduardo Meroti encomendou 500 bolinhas verde e amarelas para distribuir aos clientes.
“Nosso chamariz foi tentar juntar a Copa do Mundo que está aí às portas, juntamente com o produto nacional, porque a nossa empresa é propriamente brasileira. Então, nada mais propenso à época do que juntar produtos à Copa. Pusemos o slogan: ‘É do Brasil,’”,revela Meroti.
“A Copa é um momento em que todo o mercado está muito aquecido, então, se você quer aparecer, esse é o momento em que o mercado está demandante. Como ele está demandante, você tem a oportunidade de mostrar seu serviço e, se você fizer um bom trabalho, a chance de continuar depois da Copa é muito grande – inclusive e, principalmente, para os pequenos empresários,” orienta o consultor Sebastião de Oliveira.

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