Coopercon-AM fecha compra de 20 mil toneladas de aço

A Coopercon-AM (Cooperativa da Construção Civil do Estado do Amazonas), fechou a compra de mais um lote de 20 mil toneladas de aço importado, com custo abaixo do praticado no Estado, que deverá chegar no mês de setembro. A compra soma-se à aquisição de mais um lote efetivado no mesmo volume que também deve chegar ao mercado local. A atuação da entidade vai beneficiar cerca de oito associadas entre construtoras e incorporadoras cadastradas na cooperativa em Manaus. 

A iniciativa está entre as primeiras execuções realizadas pela Coopercon-AM, que iniciou as atividades este mês. A entidade em Manaus conta com a parceria entre as diversas cooperativas espalhadas pelo país que enviam suas demandas para a Coopercon Brasil. A entidade nacional se encarrega de fazer a pesquisa de mercado, verificando as melhores condições para que os parceiros realizem a compra em conjunto. O volume de compra elevado oferta melhores condições de mercado.

A cooperativa atua no levantamento de preços no Brasil e no exterior, intermediando contratos de compras em bloco com o intuito de reduzir os custos operacionais das obras.

O presidente da Coopercon Amazonas prospecta que a atuação da entidade será imprescindível para a continuidade dos negócios. “As empresas perceberam que houve aumentos de insumos muito acima da normalidade. Imagina o que significa para uma empresa fechar suas vendas com uma planilha de custo e depois ter de incorporar estes reajustes sem poder repassar para o consumidor? A maneira mais lógica de resolver os problemas individuais, neste caso, é de forma coletiva. A cooperativa vai fortalecer as empresas e proporcionar ganhos para o consumidor”, avaliou Romero Reis.

Para Marco Bolognese,  diretor de materiais da Ademi-AM (Associação das Empresas do Mercado Imobiliário do Amazonas), as intermediações consolidam toda a iniciativa do foco em que a cooperativa se propõe “Procurando minimizar custos de materiais e insumos”. 

Os representantes do setor imobiliário aprovaram a intensificação dos trabalhos da Coopercon AM. “Nosso Estado tem uma logística diferenciada, que é muito cara. Temos de buscar todos os caminhos para reduzir os preços a fim de ter um produto final mais barato”, pontuou Frank do Carmo Souza, presidente do Sinduscon-AM (Sindicato das Indústrias da Construção Civil do Estado do Amazonas).

As compras coletivas, segundo o presidente da Ademi-AM (Associação das Empresas do Mercado Imobiliário do Estado do Amazonas), Albano Máximo, serão fundamentais para a retomada dos lançamentos de empreendimentos e crescimento do setor. “O último trimestre de vendas de 2020, apesar da pandemia, foi um dos melhores da série histórica desde que a Ademi iniciou o monitoramento dos lançamentos e vendas de imóveis em Manaus. Estamos confiantes de que ao reduzir os custos operacionais, as construtoras consigam colocar novos produtos no mercado, elevando os ganhos do setor, em 2022, em pelo menos 10% em relação ao ano de 2021”, salientou Albano Máximo.

Por dentro

O sistema, em vigor no país desde o surgimento da primeira cooperativa no Estado do Ceará em 1997, acumula negócios bem sucedidos. A redução dos custos, em alguns casos, chega ao patamar de 20%.  

O sistema de cooperativismo na construção civil é adotado pelos Estados do Amazonas, Alagoas, Ceará, Paraíba, Piauí, Pernambuco, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, Sergipe, Pará, Minas Gerais e pelo Distrito Federal. As compras conjuntas feitas por intermédio das entidades promovem economia que tem sido aplicada no conceito de construir mais, melhor e com menos.

Setor comemora

O presidente da Coopercon Brasil, Marcos Lago, que esteve em Manaus para apresentar os resultados do setor como forma de ampliar o número de cooperados, está otimista com o futuro do sistema. “Hoje, nós temos cerca de 520 construtoras de médio e grande porte e incorporadoras em todo o país que participam de cooperativas. A flexibilidade tem atraído novos cooperados. Não importa o produto. O cooperado leva a demanda até a cooperativa, que rastreia os preços mais vantajosos, forma e prazos de entrega”, explicou Marcos Lago.

A cooperativa está focada, neste momento, em buscar melhores propostas para a aquisição de um item essencial, o aço. O produto, conforme dados da Fiesp (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo), acumulou alta de 79% de janeiro de 2020 a março de 2021. 

Com uma meta de inflação, projetada pelo governo federal para 2021, de 3,75% e com o aumento dos preços muito acima das projeções, representantes de diversos setores da economia do Amazonas acreditam que o modelo do cooperativismo pode trazer ganhos tanto para o meio empresarial quanto para o consumidor final.

Foto/Destaque: Divulgação

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