Conversão é alvo de redes de franquia

Investir em conversão de bandeiras era uma das estratégias mais praticadas no começo desta década, no setor de franquias. Convencer donos de PME (pequenos e médios estabelecimentos) a adotar conceitos homogêneos foi ponto de partida de várias empresas de ramos distintos, mas principalmente no de drogarias e farmácias.
Depois de crescerem no segmento, bandeiras hoje famosas deixaram de lado esta ação, com o aumento da demanda de expansão de centros de compras e supermercados -novos nichos no segmento. Agora, contudo, a ação volta com a Rede Bem, que surgiu no setor de farmácias e drogarias com um propósito ousado: chegar ao final de 2016 com 300 unidades convertidas. Atualmente, a empresa possui dez espaços e a perspectiva é fechar 2014 com 70.
O diretor Corporativo da Rede Bem, Cesar Vieira, afirmou que a previsão de alcançar o faturamento de R$ 36 milhões este ano deve-se ao potencial de 58 mil drogarias independentes que, na opinião dele, podem ser engolidas pelas grandes redes caso não se profissionalizem. Para alcançar esses números, a empresa mira inicialmente São Paulo, com posterior expansão para os demais Estados. A empresa conta, hoje, com nove franquias e uma unidade própria. A atuação da marca já é nas cidades paulistas Arthur Nogueira, Sorocaba, Bauru, Nova Campina, São José do Rio Preto, Fernandópolis, Assis, Birigui e Ituverava.
A rede de drogarias Futura, com lojas em Sorocaba, Bauru e São José do Rio Preto decidiu migrar suas unidades para a Bandeira Rede Bem Drogarias em fevereiro. Em março, as unidades receberam o suporte da franqueadora em layout interno e externo, novas condições comerciais de compra, implantação do software de gestão, treinamentos para as equipes de vendas e de gestão para os líderes. No mês de abril houve crescimento no faturamento das unidades na casa dos 40%. Segundo o gestor das unidades Futura, Camilo de Mello, a migração superou as expectativas. “Ocorreram mudanças significativas internas [treinamento e gestão], melhores condições de compras e isso se traduziu em um crescimento em nossas vendas”.

PME no alvo
Ao investir no conceito de troca de bandeiras e com o perfil já embrionário no franchising, a Rede Bem fez um mapeamento que apontou uma forte demanda pela conversão. Desta maneira, a perspectiva é ter 150 unidades em 2015, com o alcance do dobro do faturamento previsto neste ano. “É aí que entra a Rede Bem, oferecendo gestão do negócio que possibilita crescimento na margem de lucro e maior competitividade no mercado. Para isso, fizemos viagens visitando algumas farmácias e conseguimos elaborar um modelo de negócio diferenciado”, garantiu o diretor comercial Cesar Vieira.
Com relação à disputa com as líderes do setor como Drogaria São Paulo, Droga Raia, Pague Menos e Ultrafarma, entre outras, Cesar Vieira explicou que o fortalecimento de uma drogaria independente por meio de gestão visa reduzir os preços dos medicamentos e cosméticos devido aos acordos comerciais firmados com as principais indústrias e distribuidores do país, e que isso é um ponto estratégico. “É dessa forma que conseguimos nos tornar mais competitivos no mercado e conquistar um espaço significativo. Sem contar no atendimento que oferecemos ao consumidor final, pois temos a preocupação de propor comodidade e cordialidade, além das necessidades do cliente”, ressaltou.
Questionado a respeito da disputa com as marcas já consolidadas, sobre como uma loja de bairro poderia se interessar em se tornar franqueada da rede e o que ela ganharia com isso além da mudança visual no ponto de venda, Vieira afirmou que o crescimento das grandes redes é um ponto extremamente importante e deve ser levado em consideração pelos pequenos e médios empresários. “Contudo, é preciso analisar a importância de se ter uma rede com a oferta de gestão, que implica em comprar e a vender, em treinamento de equipe, atendimento, disposição de produtos nas prateleiras e outros conhecimentos compartilhados pode resultar no crescimento do faturamento. São sem dúvida ganhos significativos. Ainda mais quando cada unidade adquirir os produtos que precisa realmente ter, ao invés da obtenção de itens compulsoriamente”, argumentou.
Conforme o diretor, o investidor interessado em se tornar um franqueado da Rede Bem precisará ter boa identificação com o setor. Do ponto de vista de custos, ele disse que o valor do investimento inicial pode variar de R$ 120 mil a R$ 250 mil, com a projeção de faturamento estimado em R$ 150 mil em até 18 meses.

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