Consumo em restaurantes do Amazonas continua em baixa em março

Pelo sexto mês  consecutivo o ICR (Índices de Consumo em Restaurantes) no Amazonas, apresentou queda. O setor retraiu 29,7% em março deste ano.  Apesar do leve avanço em relação aos índices de janeiro -46,1% e fevereiro -47,8%, nota-se que o setor ainda está em processo de recuperação. O levantamento faz parte da pesquisa realizada pela Fipe (Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas), em parceria com a Alelo, bandeira especializada em benefícios, incentivos e gestão de despesas corporativas. 

O número de estabelecimentos comerciais que efetuaram transações no Amazonas nos últimos meses de 2020 foi de -15,6%, novembro -15,7% e dezembro -25,3%. Números que correspondem a comparação com o mês anterior

O consumo em restaurantes no Brasil também  registrou queda de 34,2% em março. Apesar de que, os dados, calculados a partir da comparação com o mesmo período de 2019, mostram que, em contraponto, os supermercados continuam apresentando números positivos com aumento de 7,3% no valor gasto.

Cesário Nakamura, presidente da Alelo, avalia que o resultado é reflexo do agravamento da pandemia em todo o país, acompanhado da reinstituição de medidas restritivas sobre o funcionamento de estabelecimentos como bares e restaurantes. “Além disso, a antecipação de feriados no calendário estaduais e municipais pode ter colaborado para reduzir os níveis de atividade e circulação típicos de dias úteis”, destaca.

Apesar das medidas mais brandas para a retomada  é possível observar que o consumo nesses estabelecimentos ainda segue aquém do esperado para o nível pré-pandemia. Para o presidente do conselho da Abrasel-AM, Jean Fabrizio, os primeiros meses foram um desastre porque estavam limitados em função do toque de recolher a partir das 18h. “Nem o delivery podia funcionar”.  E mesmo com o pós-decreto, “o pânico que algumas pessoas fazem em torno do vírus é muito prejudicial ao setor de alimentação. Todas as vezes que se fala em nova onda da pandemia nosso faturamento despenca”, declara.

Sobre a leve melhora em relação ao mês de março ele dá destaque a ampliação de horário, onde o segmento está liberado para  funcionar até às 23h. “Porém estamos operando no modo sobrevivência. Com a redução da capacidade e o espaçamento entre as mesas. O nosso faturamento é bem prejudicado. Hoje não trabalhamos pensando em lucro, mas sim em poder honrar os compromissos financeiros. Mas para as hamburguerias e pizzarias, por exemplo, que tem o seu melhor faturamento aos domingos, estamos proibidos de trabalhar no atendimento no salão. Os restaurantes só podem atender no salão até as 18h de domingo. Recebemos muitas demandas de clientes perguntando se estamos atendendo aos domingos e informamos que estamos cumprindo o decreto”, afirma ele. 

Outros números 

Os Índices de Consumo em Restaurantes (ICR) mostram ainda uma retração de 49,5% na quantidade de vendas, impacto ainda maior que o observado em fevereiro (-42%). Somado a isso, o número de estabelecimentos comerciais que efetivaram transações também foi inferior ao observado no mesmo mês de 2019 (-4,7%).

Adotando como parâmetro o valor gasto em restaurantes, o segmento mais fragilizado pela pandemia, é possível evidenciar um impacto negativo similar em 4 das 5 regiões brasileiras: Nordeste (-36,3%), Centro-Oeste (-35,2%), Sul (-34,3%) e Sudeste (-34,1%). A única que registrou resultado relativamente mais brando sobre o valor das transações foi a Norte (-26,9%).

Individualmente, os estados que tiveram os piores resultados foram: Tocantins (-51,6%), Bahia (-43,2%), Ceará (-41,1%), Paraná (-38,7%) e Rio Grande do Sul (-38,3%), contrapondo-se àquelas que apresentaram menor retração no consumo: Rondônia (-2,0%), Acre (-3,3%), Espírito Santo (-13,7%), Roraima (-16,5%) e Sergipe (-18,9%). Entre outras unidades federativas, vale mencionar os impactos registrados em: São Paulo (-34,1%), Rio de Janeiro (-37,6%), Minas Gerais (-27,3%), Santa Catarina (-24,4%) e Pernambuco (-32,0%).

Supermercados na contramão 

Em relação aos índices de consumo em supermercados, no Estado, os dados de março indicam um incremento de 3,1% no valor movimentado, em relação a fevereiro.

Em janeiro, as vendas chegaram a 6,7% no setor. No mês de fevereiro, esse índice chegou a  5,5%  No último trimestre de 2020, todos os resultados em relação aos valores das transações foram negativos.

Pesquisa

Os índices de consumo em supermercados seguem tendência por meio das transações realizadas em estabelecimentos como supermercados, quitandas, mercearias, hortifrútis, sacolões, entre outros.

Nos restaurantes o avanço no consumo está associado às refeições prontas em estabelecimentos como restaurantes, bares, lanchonetes, padarias, além de serviços de entrega (delivery) e retirada em balcão/para viagem (pick-up). Os números são calculados com base nas operações realizadas a partir da utilização dos cartões Alelo Alimentação e Alelo Refeição, em todo o território nacional.

Foto/Destaque: Divulgação

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