Consumo de álcool deve superar o de gasolina até abril

A ANP (Agência Nacional do Petróleo) prevê que o consumo de álcool vai superar o da gasolina até abril. Desde 1986, durante o auge do Proalcool, não ocorre isso. O superintendente de abastecimento, Édson Silva, disse que esse cenário só não irá se confirmar caso haja uma mudança brusca do atual quadro do setor de combustíveis. “Se houver uma alteração forte dos preços, isso pode não se confirmar. Caso contrário, a tendência natural é que o consumo de álcool supere o da gasolina”, afirmou.
De acordo com dados do mercado de combustíveis de janeiro, o consumo de gasolina superou em 49 milhões de litros o do álcool nas distribuidoras. Foram 1,515 bilhão de litros de gasolina do tipo A, a chamada gasolina pura, que não leva adição de álcool. O consumo de álcool hidratado (o chamado álcool puro, vendido nas bombas) e de álcool anidro (que é adicionado à gasolina) ficou em 1,466 bilhão de litros.
Em janeiro de 2007, eram consumidos 432 milhões de litros de gasolina a mais do que álcool. Em dezembro de 2007, essa diferença caiu para apenas 99 milhões de litros.
Os dados de janeiro mostram que o consumo de álcool hidratado cresceu 51,4%, na comparação com o período correspondente em 2007, chegando a 961 milhões de litros. A gasolina C (que leva álcool) teve o consumo elevado em 2,3%, totalizando 2,020 bilhões de litros. Já as vendas de óleo diesel somaram 3,3 bilhões de litros, incremento de 10% frente a janeiro do ano passado.
A ANP reviu a previsão de consumo de biodiesel no país em 2008, com a autorização para que se eleve de 2% para 3% a mistura de biodiesel ao diesel, a partir de 1º de julho. O volume atual estimado é de 1,248 bilhão de litros ao longo deste ano. Anteriormente, não passava dos 880 milhões de litros.
Para atender à nova demanda, a ANP prevê a realização de, pelo menos, mais um leilão de biodiesel, no segundo semestre. No mês que vem, serão leiloados 330 milhões de litros, em dois lotes separados. No fim do ano passado, já haviam sido leiloados 380 milhões de litros, que estão sendo entregues até junho. Édson Silva disse que, em média, 80% do volume previsto vem sendo entre-gue pelas produtoras. Ele considera que o nível de inadimplência é satisfatório e está abaixo do que fora tratado.

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