1 de julho de 2022
Prancheta 2@3x (1)

Pesquisa da Geofusion, líder em inteligência geográfica no país, revela que Manaus está entre as oito cidades com trajetória de recuperação pós-crise sanitária. O estudo considerou três categorias de consumo: higiene e cuidados pessoais; vestuário; e joias e bijuterias.

De acordo com o levantamento, o consumo por produtos de higiene e cuidados pessoais, Manaus aparece com  aumento de 18% na demanda, o mesmo percentual registrado em São Paulo, Curitiba e Rio de Janeiro.  O segmento subiu 6% no período mais crítico da crise sanitária. Em valores, o setor registrou crescimento este ano em relação a 2020. Respectivamente, R$ 145,30 bilhões contra R﹩ 122,60 bi. 

A procura por vestuário em Manaus corresponde a 8% das compras, puxadas pelo consumo da classe A. A intenção de compras cresceu 67% nas 8 capitais pesquisadas. O faturamento saltou de cerca de R$ 49,70 bilhões em 2020, para R$ 82,80 bi este ano. 

Ao analisar os resultados do segmento de vestuário, o presidente da FCDLM (Federação das Câmaras de Dirigentes Lojistas do Amazonas), Ezra Benzion, observa um outro cenário onde as pessoas voltam aos poucos a sua rotina e passam a se presentear mais e há necessidade de adquirir outros produtos como vestuários, calçados e acessórios. “Nós acreditamos que até o fim do ano a tendência é que continue o aumento na venda dentro desse nicho de mercado, com projeção possivelmente maior que 2020”. 

Susana Figoli, diretora de Mercado na Geofusion, enfatiza que o consumo de higiene e cuidados pessoais não parou de crescer desde 2018, ou seja, não caiu na pandemia, mesmo com as pessoas dentro de casa. “Já o de vestuário sofreu um forte tombo em 2020 e sua recuperação está vigorosa, provavelmente pelo retorno dos eventos sociais e trabalho presencial, mas apenas conseguiu voltar ao que era em 2018. E o consumo de joias e bijuterias, para o qual se esperaria uma queda maior do que a do vestuário, surpreendeu. Caiu quatro vezes menos que o potencial de vestuário (2020×2019) e agora tem um forte crescimento em 2021, com um volume 42% superior a 2018”. 

Por dentro 

As variações recaem sobre as classes sociais que têm ido às compras. Em São Paulo (40%), Rio de Janeiro (41%) e Brasília (56%) são as cidades em que a classe Salvador, 22%, Fortaleza, 24%; Belo Horizonte, 25%, e Curitiba, 33%.

O setor de joias e bijuterias também demonstra resultado positivo. A recuperação registrada é superior a 50% em algumas cidades, saindo de R﹩ 5,40 bi, no passado, para R$ 8,10 bi, em 2021. São Paulo, Curitiba e Salvador tiveram aumento de consumo de 51%. A classe A é a que mais consome esses itens, e as cidades com maior concentração dessas compras pelos mais ricos são Brasília (71%), São Paulo (67%) e Rio de Janeiro (56%).

Varejo de moda

Outros dados relevantes divulgados pelo IPC Maps (Pesquisa Índice de Potencial de Consumo), mostra que no Amazonas o setor de modas deverá movimentar um montante de R$ 2,5 bilhões, em 2021, ou seja, crescimento de 11% em relação à fatia de R$ 2,2 bilhões registrada no último ano. Embora os números sejam positivos, o estudo indica que o segmento levará algum tempo para alcançar os índices de 2019, período em que o consumo em moda alcançou R$ 3,5 bilhões. O que comprova uma gradativa retomada em vários segmentos. 

Marcos Pazzini, responsável pelo IPC Maps avalia que o Amazonas teve pouco menos de 28% de perda de valores nominais de potencial de consumo entre 2019 e 2021, no segmento de Moda, englobando despesas com vestuário, calçados e jóias/bijuterias. Essa queda foi sentida pelo segmento do comércio varejista da categoria, que teve fechamento de 15,5% das empresas do segmento entre 2019 e 2021, ou seja, 2.824 empresas de comércio varejista de vestuário, calçados e artigos de viagem fecharam as portas nesse período.

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