28 de junho de 2022
Prancheta 2@3x (1)

Consumidor quer gastar até R$ 100 no presente de Dia das Mães

A CDL-Manaus (Câmara dos Dirigentes Lojistas de Manaus) espera alta de 4% para as vendas do Dia das Mães. A receita bruta aguardada é de R$ 150 milhões, com ticket médio de R$ 160, em resultados próximos aos do ano passado. Mas, em sintonia com a crise, o consumidor expressa intenção de gastar até R$ 100 nas compras. A maioria prefere itens de menor preço e adquiridos à vista, para fugir dos juros e do endividamento. Em paralelo, o comércio estancou as contratações para aproveitar os trabalhadores temporários já admitidos para a Páscoa. 

A boa notícia é que 77% dos entrevistados confirmam intenção de compras, neste Dia das Mães. A maioria pretende gastar de R$ 101 a R$ 200 (37,40%), seguidos por aqueles que pretendem limitar os dispêndios entre R$ 51 e R$ 100 (33%), até R$ 50 (18,10%) e de R$ 201 a R$ 500 (11,50%). Mas há também consumidores que pretendem investir de R$ 201 a R$ 400 (5,1%) no presente. Em torno de 7,6% ainda estão indecisos. 

Em torno de 10,10% estão indecisos e outros 12,90% já disseram que vão evitar o comércio nesta época. Os principais motivos apontados para a contenção de gastos são econômicos, já que 31,30% dizem que estão desempregados, 21,70% argumentam que não têm dinheiro, e 4,8% alegam que vão priorizar o pagamento de dívidas. Uma parcela de 26,50% já tem a mãe falecida, 2,40% não tem contato com a mãe, 1,20% não costumam comprar presentes na data e 9,60% alegaram outros motivos. 

As mães (86,70%), por sinal, respondem pela maior parte das homenagens do dia. Mas, não são as únicas. Entre os entrevistados pela CDL-Manaus, há quem diga que vai presentear a irmã (22,60%), a sogra (22,10%), a esposa (14,90%), a avó (11,30%), a tia (7,70%), a amiga (8,20%), a filha (6,70%), a cunhada (5,60%), a madrinha (4,10%), a nora (3,60%), a madrasta, a mãe do filho (ambas com 2,10%), e a namorada/noiva (1,50%).

Descontos e dinheiro

As preferências do consumidor são para itens de perfumaria e cosméticos (41,50%), vestuário (34,40%) e almoço/jantar (26,70%) e calçados (24,60%). Bolsas e acessórios (19%), assim como joias/relógios (10,80%), cama, mesa e banho (11,30%), eletrodomésticos (8,20%) e flores (7,70%) também aparecem. Itens de maior valor agregado, como celulares/smartphones (7,70%), eletroeletrônicos (4,60%) e viagens (4,10%) aparecem nas últimas colocações. Indagadas o que gostariam de receber, as mães apontam uma lista de compras parecida, mas manifestam um gosto maior por celulares (25,70%) e incluem também produtos esportivos (5,60%).

Em conformidade com os tempos de crise, na hora de escolher o presente, o consumidor prioriza promoções e descontos (70,1%), e preços (46,40%). Atendimento (25,50%), facilidade no pagamento (24,80%) e valor do frete (9%) entram como fatores secundários. Os locais de compras preferenciais ainda são os shoppings (37,40%). Centro (31,80%), internet e lojas virtuais (7,70%), comércio de bairros (6,70%), e hiper e supermercados (1%) são as opções seguintes, e 15,40% ainda não decidiram.

Assim como ocorrido na Páscoa, somadas, as formas de pagamento à vista, como dinheiro (41%), cartão de débito (27,20%) e Pix (22,60%) são as preferidas dos entrevistados. Vale notar que o cartão de crédito parcelado –que efetivamente acabou sendo a modalidade predominante na data comemorativa anterior –aparece sozinho na segunda posição, com 37,40% das intenções. Completam a lista o cartão de crédito à vista (8,20%) e o parcelamento no cartão da loja (7,20%). 

Fator pandemia

O presidente da CDL-Manaus, Ralph Assayag, salienta que as lojas estão preparadas, arrumadas e “bonitas”, com “muita decoração” para chamar a atenção de mães e filhos. Mas, pondera que a maior movimentação só deve ocorrer a partir de sexta (6), possivelmente se estendendo até domingo. No entendimento do dirigente, o diferencial do Dia das Mães deste ano é o impacto positivo do arrefecimento da pandemia no funcionamento e capacidade de venda dos estabelecimentos.  

“No ano passado, estávamos usando máscaras e ainda com restrições. Neste, as lojas estão livres para fazer todo o seu processo de vendas. Em 2021, as pessoas se reuniam em casa, com medo da Covid-19, e acabavam não comprando o que queriam, nem tinham o tradicional almoço ou jantar com as mães. Agora, vamos ter também um crescimento no setor de alimentação. O que surpreende é que temos agora o 13º do funcionalismo público do Estado sendo pago em maio. Então, entra um dinheiro que não tinha”, comparou. 

Assayag informa que, em função da proximidade do Dia das Mães com a Páscoa, a maior parte do comércio reduziu as contratações para aproveitar o contingente de 300 novos funcionários admitido em abril. Para o empresário, apesar das dificuldades, o panorama melhorou. “No ano passado, a preocupação era muito grande. Tinha muita gente desempregada ou preocupada se iriam manter o emprego. Neste, está tudo mais tranquilo. Tivemos um volume grande de lojas inauguradas com uma quantidade grande de postos de trabalho. A economia está melhor, apesar da inflação”, sintetizou.

“Consumo moderado”

O presidente da assembleia geral da ACA (Associação Comercial do Estado do Amazonas), Ataliba David Antonio Filho, lembra que o Dia das Mães é a segunda data mais importante do calendário do comércio e aponta que os lojistas dos segmentos pesquisados estão esperançosos. Mas, lamenta que o setor terá menos tempo para vitrine, já que a data caiu logo no começo do mês. O dirigente ressalta ainda que os números da pesquisa confirmam que o consumidor que emergiu com a pandemia está mais prudente nas compras. 

“Por termos só uma semana para aquecimento antes da data, estes dias já serão decisivos. Os indicadores identificam uma linha de consumo moderado, que não onere o bolso. Pela condição financeira, as modalidades preferenciais são as que permitem pagamento que não gerem dúvidas, para evitar a armadilha da inadimplência. Creio que vai haver um aumento de vendas, mas os valores de faturamento vão ser próximos”, concluiu, acrescentando que os resultados da data devem ser um termômetro para os próximos meses. 

Boxe ou coordenada: Saiba mais sobre a sondagem

A pesquisa da CDL-Manaus foi realizada via Google Formulários e aplicada por e-mail marketing e aplicativo de mensagens instantâneas, entre 11 e 26 de abril de 2022. Foram ouvidas 600 pessoas, entre homens (43,40%) e mulheres (56,60%), nas faixas etárias de 18 a 34 anos (40,30%), entre 35 e 49 anos (47,10%), e de 50 anos em diante (12,60%).

A maioria tem grau de instrução de ensino médio completo (55,10%). Em seguida estão os que contam com ensino superior completo (37,10%) e os que não passaram do nível fundamental (7,90%). A maior parte dos entrevistados residem nas zonas Norte (34,20%) e Leste (21,60%) da cidade. Na sequência estão aqueles que vivem nas zonas Sul (14,40%), Oeste (12,60%), Centro-Oeste (9,40%) e Centro-Sul (7,90%).

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