Consumidor fica menos otimista neste trimestre

A indústria de transformação manteve ritmo aquecido de atividade no terceiro trimestre e a expectativa para o fim deste ano é otimista, segundo a FGV (Fundação Getulio Vargas).

O ICI (Índice de Confiança da Indústria) subiu 1% neste mês -passando de 121,9 para 123,1- e atingiu novo recorde na série iniciada em 1995.

Na comparação com setembro de 2006, no entanto, o ICI subiu 11,9% -abaixo dos 14,2% apurados em agosto na mesma comparação.

Neste mês, o ISA (Índice da Situação Atual) subiu para 126,9, contra 124 no mês passado. O resultado de setembro foi o maior desde abril de 1995 (128,7). Já o Índice de Expectativas apresentou desaceleração para 119,2, contra 119,8 um mês antes (nos últimos 12 meses, a variação nos dois índices foi de 14,5% e 9,2%, respectivamente).

O destaque dentro dos itens do índice de confiança referentes à situação atual foi o nível da demanda, influenciada principalmente pelo mercado interno: entre este mês e setembro do ano passado, a proporção de empresas que avaliam o nível atual de demanda como forte aumentou de 16% para 28%; já as que o cenário atual como fraco caiu de 10% para 4%. Para os próximos três meses, o destaque positivo é a previsão para a contratação de pessoal: das 1.109 empresas consultadas, 37% prevêem aumento do contingente de mão-de-obra e 6%, redução (em setembro de 2006, os índices eram 35% e 13% respectivamente).

Capacidade deprodução

O nível da utilização da capacidade instalada da indústria atingiu em setembro o maior patamar desde janeiro de 1977, segundo a FGV (Fundação Getúlio Vargas). Neste mês, o índice ficou em 86,1%, ante 87% em janeiro daquele ano.

Para Aloísio Campelo Júnior, coordenador do Núcleo de Pesquisas e Análises Econômicas do Ibre (Instituto Brasileiro de Economia), ainda que em patamar elevado, o nível do uso da capacidade não é alarmante, já que vem acompanhado por investimentos da indústria.

A capacidade instalada reflete qual quantidade de produtos que uma indústria é capaz de fabricar com as máquinas e unidades que tem. Quanto menor o uso, maior a possibilidade de a indústria atender a um crescimento de demanda sem provocar aumento nos preços. Com economia estável e investimento, é possível operar em nível mais alto.

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