Consumidor deve preferir ­gasolina a álcool em Manaus

Alcool ou gasolina? A dúvida do condutor de carro bicombustível, popularmente conhecido como “flex”, persiste, muitas vezes, a caminho do posto de combustível

Álcool ou gasolina? A dúvida do condutor de carro bicombustível, popularmente conhecido como “flex”, persiste, muitas vezes, a caminho do posto de combustível. Manaus é uma das sete capitais brasileiras onde o derivado do petróleo é mais vantajoso que o etanol, com base em números de março.
A informação faz parte de uma pesquisa realizada pela Ticket Car, produto de gestão de despesas de veículos da Ticket, repassada ao Jornal do Commercio. De acordo com o levantamento, o custo médio da gasolina comum nos postos da cidade ficou em R$ 2,690 o litro, enquanto que o álcool registrou preço médio de R$ 1,893, pela mesma quantidade – uma diferença de 29,6% entre o preço dos combustíveis. O valor médio nacional é R$ 2,69 e R$ 1,83 para os líquidos, respectivamente (31,9% de diferença).
“Quando a diferença de preço entre eles (gasolina e álcool
) é inferior a 30%, a gasolina é mais vantajosa, como ocorre em Manaus. Caso contrário, é preferível o uso do álcool”, disse o gerente especialista Marcelo Nogueira. Além de Manaus, o custo do derivado do petróleo é mais econômico também em Macapá, Belém, Teresina, Natal, Boa Vista e Porto Alegre. Nas demais cidades, o abastecimento com álcool é mais benéfico ao bolso do consumidor.
Dados da Ticket Car apontam ainda que cada litro de gasolina rende em média dez quilômetros, enquanto que o álcool faz sete mil metros. “Considerando o preço médio dos combustíveis em março, cada quilômetro rodado com gasolina custa R$ 0,269 e álcool, R$ 0,261”, explicou Nogueira. Em Manaus, essa conta ficou em R$ 0,269 e R$ 0,270, respectivamente.
Segundo o gerente de negócios, o gasto com combustíveis é um dos principais custos de uma frota. “É preciso tomar cuidado pois, apesar de mais barato, a autonomia do veículo com o álcool é em média 30% menor. Assim, para ser vantajosa a sua utilização, o preço do litro também precisa ser 30% menor”, informa o executivo.
São Paulo continua sendo o Estado onde o etanol apresenta melhor custo-benefício. A diferença entre os preços dos dois combustíveis é de 44%, enquanto no Mato Grosso esse percentual chega a 41,1%. Já no Paraná o álcool é 39,9% mais barato que o derivado do petróleo.

Mercado do combustível

Os valores cobrados pelos litros de álcool, diesel, biodiesel e gasolina, fecharam o mês cotados a R$ 1,83; R$2,205; R$ 2,209 e R$ 2,69, respectivamente, ou seja, se mantiveram estáveis em todo o país, com variações inferiores a 0,6%. À exceção, o GNV (Gás Natural Veicular) voltou a subir nos postos brasileiros. Em março, o preço médio cobrado pelo metro cúbico do combustível registrou alta de 1,78%, passando a custar R$ 1,845.
Entre as 27 unidades federativas, o Amazonas subiu três posições no ranking do custo da gasolina e aparece como 11º preço mais alto. Entretanto, tem o menor valor considerando os outros seis Estados da região Norte. No Acre, líder disparado no cenário regional e nacional, o derivado do petróleo custa R$ 3,033. O segundo e terceiro valores mais altos da gasolina na região ficam com Pará (R$ 2,878) e Rondônia (R$ 2,818). São Paulo tem o custo mais baixo do Brasil, R$ 2,457.
Tomando o álcool como referência, o Amazonas sobe mais ainda, passando à oitava posição no ranking de preço do etanol, fixado em R$ 1,893. Da mesma forma, esse é um dos menores preços em relação ao valor cobrado pelo álcool na região. O Pará tem o combustível mais caro da região, cobrado a R$ 2,192, seguido por Roraima (R$ 2,151), Acre (R$ 2,095) e Amapá (R$ 2,013) –ambos com destaque em nível nacional também. Com exceção do Piauí, onde o litro do álcool marcou R$ 2,021, nos demais Estados o custo do etanol ficou abaixo dos R$ 2. São Paulo aparece mais uma vez com o menor valor, fixado em R$ 1,376.
A pesquisa do Ticket Car foi realizada junto aos mais de 8.000 postos credenciados à sua rede.

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