Consumidor corre risco adquirindo produtos reprovados em testes

A Pro Teste realizou testes com 18 ferros de passar a vapor comparando os ­aparelhos vendidos no Brasil aos mo­delos vendidos na Argentina e no Chile, em parceria com as associações de defesa do consumidor desses países. Foram seis marcas testadas em cada país.

O resultado para os ­aparelhos vendidos no Brasil e no Chile foram semelhantes. De seis, quatro tiveram desempenho reprovado pela organização.

Na Argentina, os resultados foram menos desabonadores: dos seis, dois foram reprovados. A avaliação não incluiu o desempenho dos ferros ao passar roupas, somente a segurança elétrica dos aparelhos.

Na avaliação da Pro Teste “somente o descaso dos fabricantes, o atraso dos organismos reguladores e negligência do governo na fiscalização da aplicação das normas já existentes podem explicar os resultados encontrados”, conforme documento distribuído à impresa pela organização.

O resultado completo da avaliação está na edição da revista Pro Teste nº 63, deste mês, que é distribuída exclusivamente aos 200 mil associados da entidade.

Produto certificado

Apesar de o Brasil adotar a mesma norma, a do Mercosul, na Argentina a regra é de aplicação total e compulsória, e o produto é certificado. Aqui a adoção é opcional, e não há controle efetivo, segundo afirmou a Pro Teste.
No Chile, a fiscalização também é problemática. Por isso, a Pro Teste, desde 2002, reivindica melhorias nas normas técnicas e maior fiscalização dos produtos.

Norma do Mercosul é ultrapassada

Os seis modelos de ferros a vapor testados no Brasil foram: Arno FV 425013; Black&Decker XT2020; Walita RI 1117; Britânia FB991; Eletrolux PLAV2; e Mallory Atena 16180-01. Apenas os dois últimos passaram na avaliação.

“Os problemas apresentados se repetem: cordão de alimentação mais fino do que o ideal e superaquecimento de partes. Os problemas seriam de fácil solução. Há marcas que estão presentes nos outros países sem apresentar o problema observado no mercado brasileiro, casos da Arno e da Balck&Decker, aprovadas na Argentina”, observou a entidade.

A Pro Teste defende a revisão da norma para segurança elétrica de aparelhos eletrodomésticos pela ABNT (Associação Brasileira de Normas Técnicas), a obrigação para adoção desta regra, o aumento da fiscalização e a certificação de produtos, como forma de melhorar a qualidade. “A norma do Mercosul é ultrapassada face à norma internacional (na qual a brasileira se baseia, mas em uma versão anterior)”, anunciou a organização.

De seis, duas marcas vêm sem defeito

O ferro da Arno FV 42013 foi reprovado no teste, “por apresentar um cordão de alimentação mais fino do que o ideal e ter apresentado superaquecimento, o que diminui a vida útil do ferro”, afirmou a Pro Teste. O modelo da Black & Decker XT 2020 e o da Walita RI 1117 foram reprovados “porque tinham­ a espessura do cordão de alimentação inferior ao mínimo exigido para que o ferro funcione sem colocar o consumidor em risco”. Tal diferença aumenta a chance de superaquecimento do aparelho.

“O aparelho da Britânia FB 991 foi eliminado por apresentar superaquecimento na parte interna do termostato e do botão, o que reduz a vida útil do aparelho”, ainda disse o documento da Pro Teste. Os ferros da Electrolux PLAV2 e Mallory Atena 16180-01 comprovam que não é preciso ser caro para ser seguro. Os dois foram aprovados, pois não apresentaram nenhum problema.

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