Consultórios voltam ao novo normal

Dentistas reforçaram os cuidados com a volta dos atendimentos presenciais no Amazonas. Depois de médicos, enfermeiros e seus auxiliares, a categoria também está exposta a muitas doenças infectocontagiosas, principalmente neste momento de pandemia de coronavírus.

Em Manaus, as atividades retomam sua rotina habitual depois de quase três meses de paralisação. Mas com muitas restrições ao público. Ágora, as consultas só por agendamento. E são permitidas, no máximo, cinco pessoas nas salas de espera, com um distanciamento de pelo menos um metro e meio nas cadeiras.

Os consultórios só permitem a entrada com máscara. E disponibilizam álcool em gel para os clientes. O controle começa ainda na porta, onde um funcionário fica postado em pé aferindo a temperatura, além de dar orientações sobre os cuidados. E obriga a higienização das mãos com álcool.

São medidas exacerbadas para preservar a saúde tanto de profissionais como de pacientes. Atitudes inimagináveis até bem pouco tempo, mas a pandemia mudou todo esse cenário de prevenção à saúde.

O dentista manipula diretamente a boca, um dos locais mais contaminados do corpo humano. Lá, habitam bactérias causadoras de muitos problemas de saúde. E o novo coronavírus tem sido uma ameaça constante.

Na maioria das vezes, o profissional é obrigado a ficar bem próximo da arcada dentária para fazer o procedimento. Uma exigência do ofício. Está exposto o tempo todo a micro-organismos. Portanto, um risco iminente para quem lida diariamente com saliva, secreções, sangues, pus.

Mais rigidez

Dentro dos consultórios, a rigidez dos protocolos continua. Agora, além de lavar bem as mãos, colocar luvas, usar máscaras, toca e os tradicionais EPIs (Equipamentos de Proteção Individual, os dentistas incorporaram o escudo facial para se proteger, não só da Covid-19, mas também de outras doenças a que estão expostos constantemente.

“A gente teve que se readaptar, mas só que não foi muito difícil porque já tínhamos muito assepsia nos consultórios. Redobramos os cuidados. Antes do atendimento, ligamos e orientamos os pacientes a adiar as consultas se manifestarem  alguns sintomas suspeitos”, afirma a dentista Mayara Lima.

Mayara ressalta que, com a pandemia, passou a usar a máscara N95, mais utilizada nos procedimentos cirúrgicos em hospitais e clínicas. Em tese, o item dá mais proteção às máscaras comuns, transparentes, segundo especialistas. Mas há os que questionam essa segurança.

“Hoje, usamos simultaneamente a N95 e a máscara transparente para reforçar a prevenção. Antes, não havia necessidade. Agora mudou. Afinal, lidamos com fluidos que podem conter muitos micro-organismos nocivos, inclusive o novo coronavírus”, acrescenta a profissional. “Reforçamos ainda mais os cuidados”.

As orientações preventivas vêm dos órgãos de vigilância sanitária e dos conselhos federal e estadual de odontologia. E quem não seguir essas regras à risca está sujeito a multas e outras penalidades.

A Visa Manaus (Vigilância Sanitária Manaus) alerta profissionais “desavisados” que não priorizam essas medidas, fundamentais para conter o avanço da pandemia que já matou quase três mil pessoas só no Amazonas. Os casos já passam de 70 mil no Estado, incluindo as ocorrências nos municípios ribeirinhos.

“Quando durante uma inspeção odontológica é constatado que não existem esses cuidados, as irregularidades se transformam numa infração sanitária”, explica Nirva Torres, fiscal da Visa Manaus.

Ela acrescenta que o infrator recebe a punição de acordo com a gravidade do problema. “Vai desde advertência, pagamento de multa até interdição do estabelecimento”, salienta a fiscal. “Normalmente, essa medida extrema só acontece quando há risco iminente aos clientes e também aos profissionais”.

De acordo com o Ministério da Saúde, 169 mil profissionais (dados até 12 de junho) já morreram por causa do novo coronavírus em todo o País. E os enfermeiros são a categoria mais atingida pela Covid-19.

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