Consulta pública do Banco Central já foi colocada em pauta pela SEMA?

Lendo o jornal Valor Econômico fiquei sabendo que o Banco Central do Brasil está com consulta pública aberta para receber proposta para regulamentar os critérios que definem a sustentabilidade na atividade rural. As normas deverão nortear o financiamento agrícola. Diz a notícia: “…o Banco Central abriu consulta pública sobre a proposta de regulamentar os critérios que definem a sustentabilidade na atividade rural. As normas deverão nortear o financiamento agrícola. A consulta vai até 23 de abril…”

Acredito que este assunto já esteja em pauta na área ambiental do governo Wilson Lima, em especial na Secretaria Estadual de Meio Ambiente – SEMA/IPAAM.

O motivo é simples: Há décadas nossos produtores rurais tem um dos piores acessos aos bilhões que o Banco Central do Brasil disponibiliza para o crédito rural, para produzir alimentos, riquezas e gerar emprego e renda no interior. É inegável que a questão ambiental local é um dos entraves, talvez o maior. Enquanto não resolvemos este gargalo, produtores rurais de outros estados, inclusive vizinhos do Norte, tendo como base o mesmo código florestal, vão ficando com bilhões e milhões disponibilizados anualmente, e por aqui muito pouco desse recurso está indo para o bolso do nosso produtor rural. O mais interessante é que nem os PRONAF´s agroecológicos andam por aqui. Que coisa!

Bem, se a SEMA ainda não pautou esta consulta pública, penso que o Sistema SEPROR deveria pautar este assunto, juntamente com os agentes financeiros, por razões óbvias. É preciso agendar reunião para avaliar esta consulta pública.

Passado o dia 23 de abril, data limite para enviar propostas ao Banco Central do Brasil, não vai mais adiantar chorar o leite derramado.

O Conselho Estadual de Desenvolvimento Rural – CEDRS e a Comissão Estadual de Produção Orgânica e Agroecológica – CEAPO deveriam pautar este assunto, assim como as comissões de agricultura e meio ambiente da ALEAM.

Se não fizermos nada, sabem quem vai perder? o produtor rural do Amazonas.

Se não fizermos nada, sabem quem vai ganhar? Infelizmente, a extrema pobreza, a fome e o desemprego no interior.

Tá na hora de apresentar propostas de sustentabilidade que possam viabilizar o acesso ao crédito rural e a manutenção dos 97% da floresta em pé.

A Embrapa tem tecnologia para que isso aconteça também no Amazonas, não somente nos outros estados, mas para que essa tecnologia chegue ao campo, chegue na ponta, o crédito rural precisa chegar ao produtor rural.

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