Construção e indústria impulsionam PIB

A construção civil foi um dos principais motores do setor industrial no segundo trimestre. Em relação ao segundo trimestre de 2009, o segmento cresceu 16,4%. Com isso, as atividades de construção civil apresentaram variação recorde na série iniciada em 1996.
Esse desempenho teve influência do aumento de 34% do crédito para o segmento, de abril a junho, e de 9,8% da ocupação na construção no mesmo espaço de tempo.
Ao todo, a indústria avançou 13,8% de abril a junho deste ano, na comparação com o mesmo intervalo no ano passado. Pela ótica da produção, foi o principal setor que impulsionou o PIB (Produto Interno Bruto) no segundo trimestre, de acordo com dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).
“Houve um crescimento forte da construção civil, mas deve ser levado em conta também que no segundo trimestre do ano passado, havia sido verificada queda de 9,3%. Portanto, a base de comparação é mais fraca”, afirmou a gerente de Contas Trimestrais do IBGE, Rebeca Palis.

Petróleo e ferro

A indústria extrativa mineral, que engloba as produções de petróleo e minério de ferro, teve expansão de 14,1% de abril a junho, sempre na comparação com igual período no ano anterior. No acumulado do primeiro semestre, a indústria avançou 14,2%.
Já a indústria de transformação cresceu 13,8% no período, abaixo do recorde de 17,2% observado no primeiro trimestre. As atividades de produção e distribuição de luz, gás e água subiram 10,8%.
Depois de forte expansão no primeiro trimestre, a economia brasileira tirou o pé do acelerador e cresceu 1,2% no segundo trimestre, na comparação com os três meses imediatamente anteriores, de acordo com o IBGE. No semestre, a alta foi de 8,9% ante o mesmo período do ano passado.
No primeiro trimestre, o PIB havia apresentado incremento de 2,7% em relação ao quarto trimestre de 2009. Em relação a igual período em 2009, a economia avançou 8,8%.
Ao todo, a economia movimentou R$ 900,7 bilhões no no segundo trimestre.
O PIB, que mostra o comportamento de uma economia, é a soma das riquezas produzidas por um país -é formado pela indústria, agropecuária e serviços. O PIB também pode ser analisado a partir do consumo, ou seja, pelo ponto de vista de quem se apropriou do que foi produzido. Neste caso, é dividido pelo consumo das famílias, pelo consumo do governo, pelos investimentos feitos pelo governo e empresas privadas e pelas exportações.

Investimentos registram aumento recorde no período

A formação bruta de capital fixo, ou seja, os investimentos planejados, cresceu 26,5% no segundo trimestre deste ano, em relação ao mesmo período de 2009.
De acordo com a gerente da Coordenação de Contas Nacionais do IBGE, Rebeca Palis, vale ressaltar que o crescimento de 26,5% foi registrado na comparação com uma base fraca, o segundo trimestre de 2009, que havia tido apresentado uma queda recorde de 16%.
Mesmo assim, Rebeca diz que, com esse crescimento, os investimentos já são superiores aos registrados no período anterior à crise econômica mundial, cujo ápice se deu no último trimestre de 2008.
“Esse crescimento foi impulsionado exatamente pela produção interna de máquinas e equipamentos, além da importação de bens de capital que tem crescido muito, ajudada pela valorização do câmbio. E também o próprio crescimento da construção civil, que foi recorde na série, de 16,4%”, ressaltou.
Pelo lado do setor externo, na comparação trimestral, foi registrado um aumento de importações (38,8%) cinco vezes maior do que o crescimento nas exportações (7,3%). Um dos principais motivos para esse desequilíbrio foi a valorização do real ante o dólar nesse período. De acordo com o IBGE, a taxa de câmbio no segundo trimestre de 2009 era de R$ 2,07 por dólar. No segundo trimestre deste ano, a taxa passou para R$ 1,79.

Consumo em alta

O consumo das famílias registrou o 27º aumento consecutivo, na comparação trimestral, com alta de 6,7% no segundo trimestre deste ano, em relação ao mesmo período de 2009. “A gente continua tendo crescimento do consumo das famílias impulsionado pelo crescimento da massa salarial real, que cresceu 7,3% neste trimestre contra o mesmo período do ano passado”, afirmou Rebeca Palis.
Apesar do aumento contínuo, houve uma diminuição do ritmo desse crescimento na passagem do primeiro para o segundo trimestre deste ano, com um crescimento de apenas 0,8% de um trimestre para o outro. Para ela, o motivo dessa redução é o fim dos incentivos fiscais para a compra de automóveis e para eletrodomésticos da linha branca.
Já o consumo dos governos registrou um aumento de 5,1% no segundo trimestre deste ano, ante o mesmo período de 2009. Para o IBGE, esse crescimento pode ser explicado, em parte, pelas eleições, que fazem os governos estaduais e federal terem mais gastos, por exemplo, com publicidade.

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