Construção civil puxa números de empregos no Amazonas para baixo

A construção civil puxou o número de empregos do Amazonas para baixo, na virada do quatro trimestre 2019 para os três meses iniciais de 2019. Com queda de 18,5% na taxa de ocupação, o setor viu seu contingente diminuir de 93 mil para 76 mil trabalhadores. Sua força de trabalho também encolheu 17,3% em relação ao mesmo período do ano passado (92 mil). 

O melhor resultado veio dos serviços de informação, comunicação e atividades financeiras, imobiliárias, profissionais e administrativas foi na direção contrária. O segmento registrou 130 mil trabalhadores ocupados, entre janeiro e março de 2020, com altas de 17,9% em relação ao último trimestre de 2019 (110 mil) e de 11,2% (117 mil) no confronto com o mesmo os três meses iniciais do ano passado. Os dados estão na PNAD, divulgada pelo IBGE, nesta sexta (15).

Em relação ao número de pessoas ocupadas por grupamento de atividade, o comércio (316 mil) foi o grupo que apresentou o maior número de pessoas ocupadas no Amazonas, nos três meses iniciais de 2020, conforme o levantamento do IBGE. Foi seguido por agropecuária (305 mil), administração pública e serviços sociais (288 mil) e indústria (178 mil).

A segunda pior performance relativa em termos de geração de postos de trabalho veio do setor de administração pública e serviços sociais, tanto diante dos meses finais de 2019 (-4,8% e 303 mil), quando em relação aos iniciais do mesmo exercício (-4,5% e 302 mil). A indústria compareceu no segundo lugar em termos de cortes, ficando 7% aquém do quarto trimestre do ano passado (185 mil), embora tenha se mantido 9,8% acima do patamar de janeiro a março de 2019 (162 mil). 

Rendimentos estagnados

A massa de rendimento, que é a soma de todos os rendimentos dos trabalhadores amazonenses, alcançou R$ 2,625 milhões no primeiro trimestre de 2020 2.625 milhões, no Amazonas. O número praticamente empatou com o do trimestre anterior (R$ 2,623 milhões), embora tenha sido 4,6% maior do que o apresentado no mesmo período de 2019 (R$ 2,511).

A boa notícia é que o rendimento médio real habitual das “pessoas ocupadas em todos os trabalhos” no primeiro trimestre de 2020, no Estado, avançou em todas as comparações, chegando a R$ 1.783. O número foi 1,3% maior do que o do último trimestre de 2019 (1.761) e 0,3% superior ao dos primeiros meses do mesmo exercício (R$ 1.788). Vale notar que a inflação contabilizada em ambos os períodos foi maior.

Quanto aos rendimentos médios por grupamento de atividades, a agricultura e os serviços domésticos continuam sendo as atividades que menos remuneram seus trabalhadores (R$ 531 e R$ 736). Em contraste, os setores de administração pública (R$ 3.100), serviços de informação e comunicação (R$ 2.322) e indústria (R$ 1.926) são aquelas atividades que melhor remuneram seus colaboradores.

Em relação à posição na ocupação, as pessoas ocupadas como “empregado” ganhavam, em média, R$ 2.075. O empregador com CNPJ foi o grupo que apresentou o maior rendimento (R$ 5.438). Na sequência vieram o empregado do setor público com carteira (R$ 4.097) e o empregado do setor público (militar e funcionário estatutário), com vencimentos de R$ 3.981. 

Na outra ponta, segundo a sondagem do IBGE, os grupos de atividade que continuaram a receber os menores rendimentos nos três meses iniciais do ano foram os trabalhadores domésticos sem carteira assinada (R$ 676) e os trabalhadores por conta própria sem CNPJ (R$ 940) – os empreendedores informais.

“A construção civil, justamente o setor que mais emprega em todo o país, perdeu 17 mil postos de trabalho no Amazonas, no primeiro trimestre deste ano. Houve muitas quedas nos outros segmentos também e os rendimentos não foram bem. Alguma coisa aconteceu com as atividades, mas ainda precisamos investigar o motivo”, concluiu o supervisor de disseminação de informações do IBGE-AM, Adjalma Nogueira Jaques. 

Fonte: Marco Dassori

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