Constituição de empresas avança 15,21%

Apesar das constituições de empresas terem iniciado o ano de forma tímida, os investidores no Amazonas se mostram mais confiantes frente ao cenário econômico neste último trimestre de 2010

Apesar das constituições de empresas terem iniciado o ano de forma tímida, os investidores no Amazonas se mostram mais confiantes frente ao cenário econômico neste último trimestre de 2010. De julho a setembro, foram estabelecidas 1.810 empresas, superando em 15,21% o número apresentado em igual período de 2009 (1.571).
Em contrapartida, nos três primeiros meses deste ano, 1.359 empresas foram criadas no Estado contra 1.631 de mesma época do ano anterior, um percentual inferior de 16,68%. No segundo trimestre, este número aumentou 11,85% em comparação aos três meses imediatamente anteriores, mas permaneceu 13,09% abaixo do obtido em 2009, com 1.520 empreendimentos ante 1.749.
Em setembro, contudo, pelo terceiro período consecutivo na comparação do mês, houve alta de 2,02% no número de empresas estabelecidas na região, com 507 frente a 497 da mesma época de 2009, segundo dados da Jucea (Junta Comercial do Estado do Amazonas).
De acordo com o secretário geral do órgão, Edmilson da Silva Barbosa, após a Junta ter iniciado uma ação para excluir os registros de empresas inativas há no mínimo dez anos, vários empresários atualizaram seus dados cadastrais, saindo da informalidade e contribuindo para este número. “Apesar de ainda não termos finalizado a limpeza, muitos já procuraram a Jucea para legalizar sua situação, especificamente para resolver seus problemas com a Receita”, detalhou.
No demonstrativo das empresas enviado pela entidade, Barbosa explica que os números direcionados ao empresariado referem-se inteiramente à indústria, enquanto os de empresas Ltda e Sociedade Anônima são delimitados ao comércio.
No acumulado dos nove meses, os empresários representaram 70,48% das 4.689 empresas constituídas no Estado, somando 3.305. Ano passado, eles foram responsáveis somente por 66,50% do total (4951) em igual período, com 3.292.
Segundo o vice-presidente da Fieam (Federação das Indústrias do Estado do Amazonas), Nelson Azevedo, com a economia estável, a confiança no investimento empresarial cresceu. “Além disso, os controles ficaram bem mais rigorosos. E, atualmente, ninguém no Distrito Industrial compra de empresas que não estejam legalizadas”, afirmou.
Em relação à extinção de empresas, até o terceiro trimestre do ano, apenas 862 estabelecimentos fecharam suas portas, um recuo de 20,04% ante mesma época de 2009 (1.078).
No caso da indústria, enquanto o número de criações teve alta em comparação ao ano anterior, as extinções diminuíram 22,61%, totalizando 681 contra 880.
O dirigente ressalta a confiança na economia já que, antigamente, assim como se criavam bastante empresas, também se extinguiam na mesma medida. “Hoje, os empresários estão fazendo as coisas com mais pé no chão, com base na confiança do crescimento econômico”, analisou.
Segundo avaliação da CNI (Confederação Nacional da Indústria), o Icei (Índice de Confiança do Empresário Industrial) ficou estável no terceiro trimestre do ano, com desempenho 3,9 pontos acima da média histórica do indicador, que é de 59,5 pontos.

Tendência de alta

Para este último trimestre do ano, o secretário geral da Jucea prevê números positivos e explica que, nesta época, a abertura de empresas é grande. “Normalmente aparece muita gente abrindo empreendimentos neste período. E agora, quanto mais próximo estivermos da Copa do Mundo, a tendência é aumentar”, analisou. Barbosa acrescenta que a expectativa da Jucea em relação ao número de constituição de empresas para o fim do ano é um aumento de 10% sobre 2009.
Azevedo também aposta nesta expectativa de crescimento e destaca que, mesmo com os pedidos do final do ano consolidados, as empresas são abertas prevendo um próximo ano positivo. “Não significa dizer que elas vão estar bombando logo de imediato. Estão em fase de implementação ainda, preparando-se para 2011”, finalizou.

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