Consórcio Odebreth vence leilão do Madeira

O consórcio Madeira Energia, formado por Odebrecht (17,6%), Furnas Centrais Elétricas (39%), Construtora Norberto Odebrecht (1%), Andrade Gutierrez (12,4%), Cemig (10%) e um fundo de investimentos formado por Banif e Santander (20%), venceu na segunda-feira o leilão da usina de Santo Antonio, a primeira do rio Madeira (RO).

Com custo de R$ 1,4 milhão, o leilão durou apenas sete minutos, segundo informou a Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica).

Contrariando as expectativas do governo, o leilão teve um deságio de 35%, com preço da tarifa de R$ 78,90/MWh. Três consórcios estavam na disputa, cujos lances jogaram o valor bem abaixo dos R$ 122/MWh definidos como teto.

O preço final para as distribuidoras, porém, será de R$ 78,87, já que o consórcio vendeu para o mercado livre 30% da energia total a ser produzida pela usina -o máximo estabelecido. O mercado livre é formado por grande consumidores, como indústrias, shoppings, supermercados, etc. Os outros consórcios eram o Ceisa -do qual participaram Camargo Corrêa (0,9%), Chesf (49%), a CPFL Energia (25,05%) e a espanhola Endesa (25,05%)- e CESB -formado por Suez (51%) e Eletrobrás (49%).

A vitória do consórcio integrado por Furnas e Odebrecht não é uma surpresa. A dupla era considerada favorita entre as concorrentes por estar estudando o projeto há bastante tempo, com a realização de uma série de estudos de viabilidade técnica e ambiental.

Usina custará R$ 9,5 bilhões

O governo calcula que a construção da usina custará R$ 9,5 bilhões. Inicialmente, a previsão era de que os custos seriam de R$ 12,5 bilhões, o que elevaria o preço da tarifa cobrada pela energia para R$ 170/MWh. O TCU (Tribunal de Contas da União) fez recomendações para que o governo cortasse custos em equipamentos e construção, mas só parte das sugestões foi seguida.

O complexo do rio Madeira é considerado prioritário pelo governo e foi incluído no PAC (Programa de Aceleração do Crescimento).

As usinas são tidas como as únicas capazes de reduzir o risco de racionamento a partir de 2011 ou até mesmo impedir o desabastecimento.

A primeira usina do sistema, a de Santo Antônio, terá capacidade para gerar 3.150 MW. A hidrelétrica começará a gerar energia em 2012, mas a última das 44 turbinas que serão instaladas só entrará em operação em 2016. A previsão é de que até julho do ano que vem seja feita a licitação da usina de Jirau, com capacidade de 3.300 MW, a segunda do complexo.

EPE diz que preço da energia deve cair nos próximos anos

O Ibama (Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e Recursos Renováveis) concedeu licença prévia para as hidrelétricas do rio Madeira em julho. O instituto, porém, estabeleceu 33 condicionantes ao empreendedor para que o processo seja finalizado, como a criação de programas para acompanhamento da sedimentação, medição periódica da concentração de mercúrio e acompanhamento do período de reprodução dos peixes.

A licença prévia permitiu que a usina fosse a leilão. Para entrar em funcionamento ainda são necessárias a licença de instalação, que libera as obras, e a licença de operação, que permite o início dos trabalhos.

O presidente da EPE (Empresa de Pesquisa Energética), Maurício Tolmasquim, disse que o preço da energia elétrica deverá cair nos próximos anos. Apesar de ter considerado a tarifa de energia da usina de Santo Antônio surpreendentemente baixa, ele avaliou que ainda existem muitas usinas hidrelétricas, que venderão energia a preços baixos.

“Por não termos feito estudos de viabilidade no passado, tivemos que leiloar usinas que não eram as mais baratas. Com o retorno dos empreendimentos hidrelétricos, o futuro da energia no Brasil é ser mais barata do que hoje”, disse ele. Disse ainda que apenas um terço do potencial hidrelétrico no país já foi utilizado e que a região amazônica concentra 65% do potencial que ainda existe no país.
O ministro de Minas e Energia, Nelson Hubner, disse que o valor da energia de Santo

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