Consolidação do Polo Naval é discutida

Concretizar a edificação do Polo Naval no Amazonas não tem sido uma tarefa fácil, mas medidas para que isso aconteça já foram iniciadas logo neste começo de ano. Ontem, representantes de diversos segmentos da cadeia produtiva e órgãos governamentais se reuniram para o início do 1º Encontro do Polo Naval, que se estende até hoje no auditório da Suframa (Superintendência da Zona Franca de Manaus).
No evento, o presidente do Sindnaval (Sindicato das Indústrias da Construção Naval no Amazonas), Matheus Araújo, destacou que a luta pela consolidação da obra é antiga.
Discutido desde 2006, a indústria naval recebeu o primeiro sinal positivo para a construção em maio de 2009, pelo diretor geral da DNIT (Superintendência do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes), Luiz Antônio Pagot. Naquela época, Pagot cobrava agilidade quanto à construção da obra, devido a sua importância para o segmento naval e a economia amazonense.
Segundo Araújo, com a organização em um único lugar, o setor pode gerar cerca de 50 mil empregos diretos para o Estado. “Atualmente ele produz quatro mil, ou seja, é bastante significativo em termos econômicos”, frisou.
De acordo com os dados mais recentes divulgados pela Suframa, a indústria naval no Estado, embora responda por 0,21% do faturamento total do PIM (Polo Industrial de Manaus), colaborou com US$ 69.29 milhões até novembro do ano anterior, o maior valor desde 2005. Em contraponto ao ano inteiro de 2008 (US$ 61,.38 milhões), antigo posto do recorde, já houve um acréscimo de 12,90%.
A coordenadora geral da coordenação de estudos econômicos e empresariais da Suframa, Ana Maria Souza, também esteve presente no evento.
Ana Maria confidenciou que a iniciativa do setor não é para ser concorrente nacional e causar desemprego em outros locais do país. “Nos outros Estados eles atendem a Indústria do Petróleo, nosso ramo é a fabricação de flutuantes e barcos de lazer”, expôs.
Estima-se que haja mais de 300 estaleiros implantados em todo o Amazonas. Segundo a coordenadora, 60 estão em Manaus, mas somente 26 são formalizados, dos quais apenas sete fazem uso dos incentivos fiscais da Superintendência.
“São vários fatores que dificultam a formalização desses estaleiros, entre eles estão falta de regularização fundiária e escassez de mão de obra.
A cooperativa poderia ser uma solução, mas tudo tem que ser discutido”, analisou.
Para articular junto ao Mdic (Ministério de Desenvolvimento de Indústria e Comércio) e o BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento), o assessor da SAE (Secretaria de Assuntos Estratégicos), Pedro Araújo, que representou o secretário Alberto Lourenço, garantiu que a Secretaria se prontifica quanto ao assunto, com a ajuda técnica para mapeamentos e remoção de obstáculos.
Depois de ter sido cogitada para ser construída no município de Iranduba, a área mais adequada para a obra ainda é na região do Puraquequara, com 21 milhões de metros quadrados.
Com o tempo, segundo discurso do dirigente do Sindicato no ano anterior, também é provável que o Polo se desdobre para outros municípios do Amazonas, como Itacoatiara e Parintins, que tem lâmina de água suficiente.

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