Consequências negativas da queda do superávit primário

A confirmação da redução, em 28,8% do superávit primário em junho frente ao mesmo mês do ano anterior deve estar criando um pesadelo na equipe econômica, pois isso afeta diretamente a disponibilização de recursos para abater os juros do financiamento da dívida pública, que pode deixar de ser estancada e começar a ter um crescimento. Isso geraria maiores problemas para a sua liquidação no futuro. No primeiro semestre de 2012, a redução do superávit primário girou em torno de 9,2%, ou seja, atingiu R$ 68,933 bilhões, enquanto no primeiro semestre de2011 atingiu a cifra de R$ 75,893 bilhões.
Os principais fatores identificados com essa redução foram decorrentes do déficit da Previdência Social e do próprio Banco Central, que pressionaram para baixo o superávit primário. O que deverá ser levado em conta é que no primeiro semestre de 2011 a crise internacional ainda não era tão sentida pelos países emergentes, somente tomando robustez a partir de julho, quando algumas atitudes, na crise que ocorria com os países do euro e com a própria economia americana, passaram a ser tratados com medidas elementares, porque a equipe econômica acreditava que isso não passava de uma pequena turbulência. Porém, outros problemas começaram a ocorrer e impactaram diretamente a economia interna, obrigando o governo a buscar alternativas de estimulo à economia, através da redução dos impostos para alguns segmentos, para evitar a de missão de trabalhadores e manter a arrecadação em alta.
A busca pela manutenção do nível de emprego e da proteção contra as importações de automóveis acabou indiretamente prejudicando a comercialização interna em benefício as montadoras nacionais, mas as exportações ainda davam sinais de que seriam capazesde manter a balança comercial superavitária. Com a extensão dos problemas na zona do euro e a redução do consumo da China, um dos principais parceiros do mercado brasileiro, a situação econômica de nosso país começou a ser preocupante. No entanto, a adoção de medidas paliativas aplicadas no passado não geraram um equilíbrio no mercado financeiro interno, fazendo com que, consecutivamente, a indústria nacional fosse cada vez mais minguando e reduzindo sua produção e, por consequência, o emprego.
Com o propósito de salvaguardar o consumo no mercado interno, pressionou-se os bancos a reduzirem juros para os financiamentos as pessoas físicas, que em alguns casos já estavam endividadas e com baixo poder de compra.

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