Conselho se reúne na segunda

O conselho de administração do Carrefour planeja se reunir novamente em breve, após o encontro de quinta-feira, 30, para discutir a proposta de unir os ativos da varejista francesa no Brasil aos do Grupo Pão de Açúcar.
Os membros do conselho revisaram os prós e contras da oferta apresentada, mas não chegaram a um acordo, segundo uma fonte próxima ao assunto afirmou à Reuters.
Eles concordaram, então, em realizar uma segunda reunião sobre o tema em breve, mas a data do encontro ainda não foi definida. “Pode ser nesse final de semana ou no início da pró‑ xima semana”, disse a fonte. O Carrefour se recusou a comentar o assunto.
Na terça-feira, 26, o veículo de investimento Gama –controlado pelo banco BTG Pactual– apresentou uma proposta para unir o Grupo Pão de Açúcar às operações brasileiras do Carrefour, em um negócio que contaria ainda com participação do BNDESPar, braço de participações do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social.
Pelos termos apresentados, Gama e BNDESPar formariam a NPA (Nova Pão de Açúcar () e, após uma série de etapas, o Carrefour teria sua operação no Brasil incorporada pelo Pão de Açúcar.
No final de toda a reorganização societária, os atuais acionistas do Pão de Açúcar mais o BTG e o BNDESPar ficariam com 50 por cento da NPA, além de uma participação de 11,7 por cento na matriz do Carrefour, na França. O Carrefour, enquanto isso, teria os 50% restantes da NPA.
A proposta, válida por 60 dias, prevê que a aquisição das lojas do Carrefour no Brasil pela Gama ocorra com investimento de 1,7 bilhão de euros do BNDESPar e de 300 milhões de euros pelo BTG Pactual, que também vai arcar com dívida de 500 milhões de euros da varejista francesa no Brasil.

Casino e Abilio Diniz trocam acusações

Enquanto o Carrefour se reúne para analisar a oferta proposta, o empresário Abilio Diniz e o grupo francês Casino, que compartilham o controle do Pão de Açúcar, mantêm o clima de hostilidade, tornando públicas suas insatisfações.
Na última sexta-feira, 1º, jornais no Brasil trouxeram uma carta assinada por Diniz, que classifica as críticas do sócio francês como “precipitadas”.
“Temos a convicção de que todas as negociações foram conduzidas de forma absolutamente legítima, de acordo com a legislação brasileira, os acordos de acionistas e os princípios da ética comercial”, afirma o empresário.
Ele assinala ainda que tais acordos não impedem “simples negociações. Apenas exigem que as decisões sejam tomadas seguindo determinados trâmites ali previstos”.
“Até agora o Casino se ateve, precipitada e emocionalmente, a condenar uma operação sem qualquer análise”, acrescenta.
O Casino, por sua vez, havia publicado na quarta-feira uma carta em que considerava a proposta como feita “em segredo e de forma ilegal, com o objetivo de frustrar as disposições do acordo de acionistas” que o grupo francês e Diniz possuem.
“Ao conduzir essas negociações, o Carrefour e o sr. Abilio Diniz ignoram deliberadamente tanto a lei e os contratos quanto os princípios fundamentais da ética comercial”, afirma o texto.
O Casino entrou com pedido de arbitragem internacional contra o grupo de Diniz no mês passado, afirmando que as discussões com o Carrefour vão contra os termos de sua parceria.

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