A pandemia está fazendo a sociedade amazonense pagar um preço bem mais alto do que a maioria dos moradores do restante do país. Além das consequências endêmicas a que a calamidade do sistema de saúde impõe aos cidadãos desta terra, deixando cada um na insegurança do que pode ter ou não caso venha a ficar infectado, corre paralelo a insegurança política.

Nos níveis tanto municipal quanto estadual, a confusão está generalizada, com a população sem saber direito em quem confiar. Tanto se esperou pelo início da vacinação e quando começou o processo já veio acompanhada de uma série de atos ilícitos por parte de funcionários da prefeitura e do próprio Prefeito. O conceito de direito e responsabilidade, que está sendo a todo momento sendo quebrado pela população, acaba ficando muito difícil de cobrar, diante da postura dos gestores públicos amazonenses.

No período de carnaval cancelado, quando foi proposto a suspensão do feriado para evitar aglomerações ou atos ilegais, os primeiros a deixar de funcionar foram os bancos e o que se assistiu foi um festival de atos ilegais de festas clandestinas e aglomerações. Estas atitudes vão muito além do crime que o ato em si representa, pois é um abuso social contra os mais de cinquenta mortos diários e os mais de cem doentes graves desesperados na frente dos hospitais buscando vagas que já não mais existem.

Os empresários reclamam e discutem sobre o seu direito de voltar a funcionar, alegando que o funcionamento comercial não representa perigo, contra a opinião dos cientistas. Pedem a oportunidade de gerar emprego e renda enquanto os empresários que teimam em funcionar ilegalmente provocam as perigosas aglomerações com os deslocamentos nos ônibus lotados e com as lojas e seus entornos cheios de pessoas se debatendo, em geral sem máscara.

Cada um analisa a crise da forma que lhe é mais conveniente, esquecendo o custo das internações e das mortes que a pandemia vem provocando diariamente. Será que cada um dos grupos que reclamam contra a situação atual, se pergunta por exemplo o quanto seria melhor a situação se não tivesse havido tanto abuso durante o Natal e o Ano Novo? Afinal de contas, a lotação dos hospitais e até mesmo a falta de oxigênio que acometeu nosso sistema de saúde foi consequência da irresponsabilidade daqueles que não conseguiram fazer o “esforço” de abrir mão das festas de final de ano.

Logicamente, para piorar todo este cenário, temos o problema da gestão pública, que já não era das melhores, mas com a pandemia se mostrou completamente despreparada e sem condições de governar um estado como um Amazonas e uma cidade como Manaus, centros econômicos de importância fundamental para a região norte e para o Brasil como um todo. Faltou planejamento e faltou conhecimento da realidade, coisas que no momento estão politicamente tentando passar como responsabilidade como culpa do Ministro da Saúde, o General Pazuelo. É muito prático jogar a culpa para o Ministro da Saúde, que conseguiu trazer para Manaus carregamentos de Oxigênio pelas Forças Armadas, além de providenciar pessoal especializado e até mesmo hospitais de campanha que foram montados em uma semana. Mesmo assim a acusação que fazem a ele é de omissão?  Até mesmo políticos amazonenses, que ficaram inertes no período mais crítico da pandemia, acusaram o Ministro e tentaram parecer heróis. Calados teriam sido mais honestos.

Infelizmente é neste quadro de confusão política e social que estamos vivendo, quando ainda por cima criaram a variante amazonense do Vírus Chinês e já querem até mesmo criar a ideia de que Manaus pode passar a ser o epicentro da pandemia no Brasil. Com tanta coisa e mais os fura filas e vacinações só de firulas, sem o soro, fica difícil entender as coisas e o que fica no final das contas é esta CONFUSÃO GENERALIZADA.

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