Confiante, Microservice inicia produção de Blu-ray em Manaus

A Microservice iniciou esta semana sua produção de discos Blu-ray, mídia com qualidade de som e imagem bastante superior ao DVD, em sua unidade fabril localizada em Manaus. Ao entrar neste novo mercado, a Microservice se torna a primeira fábrica da América Latina a reproduzir essa tecnologia, ao lado de 20 outras empresas espalhadas pelo mundo. Neste primeiro momento, o investimento para o ingresso no segmento foi de R$ 10 milhões, com capacidade de produção de 400 mil discos mensais. Cerca de 20 contratações foram feitas para a nova linha, somando-as aos mais de 800 funcionários que a fábrica emprega. A expectativa é que em 2010, 1 milhão de discos Blu-ray sejam produzidos.
No Brasil, ainda há poucos títulos lançados no formato, reflexo da procura tímida que os aparelhos tiveram no ano de 2008. Segundo o diretor de tecnologia da Microservice, Jorge Freitas, a promessa de um “boom” do Blu-ray não significa a morte do DVD, principalmente porque o aparelho em questão permite a leitura de todos os tipos de mídias suportados pelo player convencional. Para Freitas, o mais provável é uma substituição gradual, que pode acontecer ao longo de poucos anos.
Um dos pontos fortes da mídia, apontado pelo diretor de Marketing da companhia, Christiann Ferreira, é a possibilidade nula de piratear o conteúdo dos discos, devido a sistemas de seguranças criptografados. Ferreira explicou também sobre o complicado processo de produção do disco, onde cada unidade passa por um processo de 12 etapas.
De acordo com o diretor da Microservice, Isaac Hemsi, foi justamente essa complexidade do processo que fez a empresa esperar para começar a produzir. Por outro lado, segundo ele, este é o momento certo de entrar no segmento. Hemsi disse acreditar que 2010 será um ano para “semear” o mercado, por isso as expectativas quanto ao faturamento são ínfimas. O diretor já olha na verdade, para 2011 e 2012, quando a expectativa é para que a produção de Blu-ray represente 4% do faturamento total da empresa.
O primeiro título a ser produzido pela Microservice é o do cantor anglo-brasileiro Ritchie, sucesso na década de 1980 com hits como “Menina Veneno”. “Nada mais justo do que o primeiro título ser de um artista nacional”, declarou Hemsi, adiantando também que a faixa de preço deve ficar na média do mercado atual – cerca de R$ 80 – mas ele acredita que, dependendo da demanda, e com uma produção em grande escala, há a possibilidade de um recuo no valor do disco.
A Microservice participa hoje da 5ª Fiam (Feira Internacional da Amazônia), com um estande contendo todas as novidades, inclusive a linha Youts, nova marca que levará ao mercado no começo de 2010, mídias graváveis e regraváveis. O investimento nesta nova linha foi de R$ 1,5 milhão.

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