Confiança dos empresários no setor de serviços cai na passagem de abril para maio

A confiança de empresários do setor de serviços caiu em maio, segundo pesquisa do Banco Central e do Ibre/FGV (Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas) divulgada ontem.
Foi a primeira vez que as duas instituições divulgaram o ICS (Índice de Confiança de Serviços), que em maio ficou em 133,4 pontos, contra 134 pontos registrados em abril.
Apesar de ser a primeira divulgação do índice, a comparação com o mês anterior foi possível porque a pesquisa com empresas do setor é feita desde junho de 2008, sem divulgação.
A série histórica permite avaliar a evolução do setor ao longo dos últimos dois anos, incluindo a virada negativa do final de 2008 e o início da recuperação em 2009, informa relatório da Sondagem de Serviços.
Segundo a FGV, mesmo com o recuo no índice pela segunda vez consecutiva, o patamar é considerado elevado, próximo ao do período anterior à crise internacional. O índice de maio foi o quarto maior dos 24 meses observados, atrás do registrado no mês passado, em março de 2010 (135,5 pontos) e em agosto de 2008 (138,4 pontos).
A sondagem a empresários também resulta no ISA-S (Índice da Situação Atual), que ficou estável, em 119,4 pontos, o maior desde dezembro de 2009 (119,6 pontos). Já o IE-S (Índice de Expectativas) recuou de 148,6, em abril, para 147,4 pontos. Esse é o terceiro mês consecutivo de queda do IE-S.
A queda do IE-S, conforme a FGV, foi influenciada pela terceira redução consecutiva do indicador das expectativas em relação à situação dos negócios nos seis meses seguintes. De acordo com a sondagem, entre abril e maio, a proporção de empresas prevendo melhora do ambiente reduziu-se de 55,5% para 53,0%, enquanto a parcela das que preveem piora permaneceu estável, em 4,2%.
A pesquisa abrange empresas que representam 33% da economia e 46% do total do setor de serviços. A pesquisa exclui o comércio, a administração pública, os setores de saúde e de educação, que já têm estatísticas próprias. Também ficam de fora os serviços de intermediação financeira.
O levantamento mensal tem abrangência nacional e pretende mapear o nível de atividade e as expectativas empresariais do setor de serviços.
A coleta de dados para maio foi realizada entre 3 e 31 do mês passado. Foram 2.084 empresas informantes, que empregam 755.528 trabalhadores.

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