Confiança do comércio amazonense acima da média nacional

O otimismo dos comerciantes de Manaus voltou a aumentar em outubro e está acima da média nacional. O maior nível de confiança se refletiu, em menor grau, também nas intenções de investir e contratar. Os dados são do Icec (Índice de Confiança do Empresário do Comércio) e foram divulgados pela CNC (Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo), nesta quinta (10). 

Com 135,2 pontos, o resultado é 9,30% superior ao do mesmo mês de 2018 (123,7) e 1,35% maior do que o aferido em setembro de 2019 (133,4%). Foi o segundo aumento seguido da capital no indicador e é o melhor número desde abril (137,8). Em nível nacional, o setor cravou 121,4 pontos, com acréscimos de 12,7% e de 0,1%, respectivamente, no melhor resultado desde maio.

Apurada entre os tomadores de decisão das empresas, a pesquisa avalia condições atuais, expectativas de curto prazo e intenções de investimento. Pontuações abaixo de 100 representam insatisfação, enquanto valores acima de 100 e até 200 são considerados de satisfação. A CNC sondou em torno de 6.000 empresas de todas as capitais do país – 164 delas, em Manaus.

Em relação a setembro, dos 12 subíndices elencados pela CNC, apenas o de “expectativa do comércio” sofreu abalo em Manaus (-0,4%), mas pontuou bem (168,7) e só perdeu para o índice global de expectativas do setor (169,4). A maior variação veio das “condições atuais do empresário do comércio” (+2,8%). Em nível nacional, cinco subíndices recuaram, com destaque para as expectativas em relação ao setor (-0,8%).

Na comparação com outubro de 2018, apenas a “expectativa das empresas comerciais” encolheu (-0,8%), embora tenha apresentado a maior pontuação neste tipo de comparação (172,5). A maior variação veio das condições atuais da economia (+36%) e do comércio (+22%). O único dado que está abaixo do nível de satisfação ainda é o de estoques (99,7 pontos).  

No Brasil, a satisfação quanto às condições correntes aumentou 0,3% (mensal) e 23,2% (anual), apesar de seguir na zona de insatisfação (96,4 pontos). Sobre as condições atuais da economia, houve crescimento de 36,6% frente a 2018 e de 0,1% em relação a setembro de 2019. O indicador alcançou 86,9 pontos, o melhor número desde maio.

Investimentos e contratações

A percepção do ambiente para investimentos em Manaus avançou de 109,1 para 111,6 pontos, uma diferença de 2,29% em relação a setembro. A maioria do empresariado (55,8%) projeta mais investimentos, “pouco” (34,2%) ou “muito” (21,6%) maior. Para 34,1% será “um pouco menor” e, para 10%, “muito menor”. No mês anterior, os respectivos percentuais foram de 36,1%, 19,9%, 30,2% e 13,8%. No Brasil, o subíndice (106,4) avançou 0,5%, respondeu pela maior alta de outubro e alcançou o melhor nível desde dezembro de 2014.

No que se refere às expectativas de contratações de funcionários, há mais ceticismo. O indicador subiu 0,97% na capital amazonense, ao passar de 134,2 para 135,5, entre setembro e outubro. Entre os ouvidos, 62,3% dizem que vai “aumentar pouco” e outros 16,4%, que vai “aumentar muito” – contra 56,1% e 19,9% do mês passado. Há quem avalie que vai “reduzir pouco” (18,5%) e até “muito” (2,8%), mas os percentuais caíram no confronto com a sondagem anterior – 20,6% e 3,4%, respectivamente. 

Na média brasileira, o indicador de contratação de funcionários alcançou 131 pontos, o melhor resultado desde janeiro de 2019 e o maior patamar para um outubro desde 2013, com alta mensal de 0,2%, já descontando os efeitos das contratações temporárias de fim de ano. Na comparação anual, a perspectiva de contração foi 11,4% melhor, sendo que 75% dos empresários brasileiros manifestaram a intenção de aumentar os quadros – ante 64,4% em 2018.

ICMS e juros

De acordo com o presidente em exercício da Fecomercio-AM, Aderson Frota, a pesquisa confirma que, apesar de crescer em ritmo modesto, o setor vem avançando de forma consolidada ao longo dos meses e contribuindo para o lento restabelecimento da economia, que deve alcançar melhores resultados nos próximos meses. 

“O Brasil é um país muito grande e o crescimento das regiões se dá de formas diferenciadas. O comércio está contratando e comprando mais mercadorias, o que pode ser verificado pela alta da arrecadação do ICMS. O setor se prepara para as festas de fim de ano e a situação só não é melhor porque a queda dos juros ainda não chegou aos bancos. Mas, a CNC vai solicitar que o Banco Central abra diálogo com o setor financeiro nesse sentido”, ponderou.

Reforço no consumo

Em texto distribuído pela assessoria de comunicação da CNC, a economista da entidade, Marianne Hanson, diz que “as condições macroeconômicas mais favoráveis e a melhora nas expectativas em relação à economia e ao setor” ajudam a explicar a maior parcela de empresários brasileiros dispostos a investir – 47,9% em outubro de 2019, contra 40,8% no mesmo período de 2018.

No mesmo texto de divulgação, o presidente da CNC, José Roberto Tadros, considera que o Icec aponta para um quadro melhor para o setor varejista em relação a 2018. “Os indicadores que medem a atividade econômica, principalmente dos setores ligados ao consumo, estão melhorando. Isso se reflete na percepção mais otimista dos empresários do comércio, que se mostraram também mais dispostos a contratar e investir”, finalizou.

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