19 de abril de 2021

Confiança da indústria chega ao maior nível desde julho de 2008

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O ICI (Índice de Confiança da Indústria) da FGV (Fundação Getulio Vargas) cresceu 3,5% neste mês (dado com ajuste sazonal), indo a 113,4 pontos, contra 109,6 de novembro. Trata-se do maior nível desde julho de 2008 (113,7 pontos)

O ICI (Índice de Confiança da Indústria) da FGV (Fundação Getulio Vargas) cresceu 3,5% neste mês (dado com ajuste sazonal), indo a 113,4 pontos, contra 109,6 de novembro. Trata-se do maior nível desde julho de 2008 (113,7 pontos). Os dados foram divulgados ontem.
O resultado marca uma recuperação expressiva em relação ao desempenho verificado no início do ano, quando o indicador chegou a 75,1 pontos, segundo menor nível da série histórica iniciada em abril de 1995, destaca a FGV.
O indicador também encerra 2009 em alta, pela 11ª vez consecu­tiva, acima da média dos últimos dez anos (100,4 pontos). Sem ajuste sazonal, o índice subiu 54,2% na comparação com o mesmo mês de 2008, quando o setor industrial era fortemente afetado pela crise internacional.
O ISA (Índice da Situação Atual) subiu 3,5% neste mês, para 111,9 pontos, contra 108,1 de novembro. Já o IE (Índice de Expectativas) avançou em igual percentual, de 111 para 114,9 pontos. Pela quarta vez consecutiva, o IE supera o ISA, indicando que os industriais estão mais otimistas em relação aos próximos meses.
Entre os fatores que influenciaram de forma positiva o resultado está a avaliação a respeito da situação atual dos negócios; o indicador avançou 9,8% (a maior variação em relação ao mês anterior desde outubro de 2004, 11%), ao passar de 111,9 para 122,9 pontos.
Entre novembro e dezembro, a parcela de empresas que avali­am a situação dos negócios como “boa” aumentou de 29,9% para 31,6%, enquanto a proporção das que a consideram como fraca teve queda de 18% para 8,7%.
As previsões para os meses seguintes são favoráveis em todos os quesitos do IE, principalmente em relação à produção, cujo indicador de 144,1 pontos é o maior da série histórica constituída desde 1980. Das 1.110 empresas consultadas, 46,9% preveem expansão no trimestre dezembro-fevereiro e apenas 2,8%, redução (o menor da série). Em novembro, esses percentuais haviam sido de 47,5% e 5,7%, respectivamente. O Nuci (Nível de Utilização da Capacidade Instalada) teve neste mês sua nona alta consecutiva, com destaque para o avanço nos últimos cinco meses -quando subiu 3,9 pontos (de 79,9% em julho para 83,8% em dezembro), rompendo, após sete meses, o patamar de 80%. Entre novembro e dezembro, o destaque foi o setor de bens de capital, ao passar de 77,9% para 80,9%.

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