Confecções e biocosméticos têm interesse em ampliar investimentos

Após a sanção do governo federal sobre a medida provisória nº 464, que cria fundo garantidor de R$ 4 bilhões para viabilizar a concessão de crédito a pequenas e microempresas, representantes de setores empresariais anunciaram o firme propósito de criação de projetos industriais visando ampliar as áreas de confecções e biocosméticos.
O presidente do Sindconf (Sindicato da Indústria de Confecção de Roupas e Chapéus, Material de Segurança e Proteção do Estado do Amazonas), Engels Medeiros, afirmou que a liberação da nova linha de crédito é importante para segmentos essenciais da microindústria, como é o caso do recém-inaugurado polo de modas, porque representa reforço para manutenção dos níveis de emprego e renda no país. O empresário asseverou ainda que os projetos industriais advindos desse repasse vão significar oportunidades para ampliação de conhecimentos e tecnologias, além de melhoria e qualificação no produto oferecido. “A disponibilidade de serviços financeiros, como o financiamento para a compra de máquinas, sempre é muito bem-vinda para a microindústria local, por isso é sempre bom se pensar em um planejamento em médio prazo para aplicação do empréstimo”, ressaltou.
Na avaliação de Engels, o fato de as indústrias do setor de vestuário se encontrarem distantes dos principais centros consumidores e dos fornecedores de tecidos localizados nas regiões Sul, Sudeste e Nordeste, torna a concessão de crédito a juros baixos um atrativo para novos investimentos. “O setor vinha perdendo em competitividade pela distância que existia entre os que atuam nele. Com o setor mais unido a partir da criação do polo de modas e essa liberação do crédito tornará possível uma sinergia maior entre as empresas interessadas em investir”, considerou.

Crédito é dificultoso

Mas a presidente da Acaf (Associação Comunitária Agrícola de Extração de Produtos da Floresta), Darci de Souza Gonzaga, reclamou que o formato dos projetos aprovados para obtenção de financiamento geralmente não tolera associações de produtores locais, preferindo a pessoa física. “Isso dificulta a tomada de verbas por conta da inexperiência dos empreendedores em montar projetos”, explicou.
A criação do fundo faz parte do rol de medidas que vem sendo tomadas pelo governo federal para sustentar a atividade econômica, minimizando assim os impactos da crise financeira internacional sobre os níveis de emprego e renda. Pelo menos segundo o diretor de administração e finanças do Sebrae (Serviço Brasileiro de Apoio às Pequenas e Médias Empresas), Carlos Alberto dos Santos, para quem a medida reforça a agenda de desenvolvimento nacional com foco no segmento. “Certamente esse novo fundo vai aumentar os resultados, no que se refere ao acesso ao crédito, já demonstrados pelo Fundo de Aval para a Geração de Emprego e Renda, com recursos do Fundo de Amparo ao Trabalhador, o FAT, e do Fundo de Aval às Micro e Pequenas Empresas, viabilizados com recursos orçamentários do Sebrae”, explicou.

Risco de crédito

Embora frisando a questão da dificuldade para a microindústria em obter financiamentos, a coordenadora de inovação e empreeendimento do Instituto Euvaldo Lodi, Kátia Meireles Araújo, disse que a liberação de recursos torna possível maior interesse por desenvolver planos de ação visando novos horizontes comerciais e penetração em mercados ainda não explorados. “Um dos entraves ao crescimento das micro e pequenas empresas, entretanto, será a dificuldade de acesso ao crédito por conta da ausência de projetos bem formatados”, revelou.
A garantia indireta do risco de crédito será coberta por fundos ou sociedades de garantia de crédito e pela aquisição de cotas de outros fundos garantidores ou de fundos de investimentos em direitos creditórios, segundo apontou em nota a assessoria de imprensa do Ministério da Fazenda.

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