Conectando através da pesca

Predileções ricas que abordam a natureza amazônica e a cultura local são os empreendimentos que oferecem a pesca como modo de lazer. Comumente os que têm hábitos em pescaria são os ribeirinhos e os índios, já que usam da atividade para sobrevivência diária. Entretanto esses espaços têm ganhado destaque na Região Metropolitana de Manaus, principalmente como atração para os turistas e também como atividade para os conterrâneos. Os próprios manauaras costumam ir pouco à esses locais, não por conta da falta de interesse, mas sim pela ausência de conhecimento de informações a respeito dessa atividade.

Os empreendimentos de pesca, naturalmente conhecidos como Pesque & Pague, são antigos na capital amazonense e oferecem serviços completos. Dois dos principais lagos estão localizados na Região Metropolitana de Manaus, em áreas estilosas, rodeadas pela floresta amazônica, com trilhas atrativas, pontes artesanais, restaurantes rústicos e confortáveis que oportunizam aos visitantes a sensação de estar na natureza da floresta tropical que é a nossa Amazônia, na qual Manaus se encontra como a mais populosa da região Norte do país.

Rodeada pela floresta amazônica, os passeios por dentro da selva são de grande interesse principalmente de turistas que chegam por via área ou em desembarques por transatlânticos no Porto de Manaus. Muitos deles procuram logo os restaurantes estilosos e com oferta do serviço de pesca, que na cidade é um empreendimento não muito oneroso para o visitante, que tem a opção, inclusive, de levar peixes como troféus. Outros visitam apenas para a pesca esportiva, para sentir a sensação de realizar a atividade.

A empresária Ivânia Costa, proprietária do Pesque e Pague Manaus, afirma que seu empreendimento é constantemente visitado por turistas de outros Estados brasileiros. Ela relata que o interesse em produzir a pesca por parte do visitante é grande. Costa avalia que o cenário de pesca por prazer tem se mantido estável e que recebe diversos tipos de públicos, desde a garotada até pessoas mais experientes, que visitam apenas para diversão e também para se desprender das atividades urbanas.

“Os que nos visitam são aquelas pessoas de outros Estados, são muitos que procuram essa atividade em Manaus. Eles (turistas) gostam disso, gostam da pesca, eles gostam da sensação de pegar na vara, jogá-la com a isca no rio e sentir principalmente a força do peixe, uns até se admiram e ficam surpresos com a força que o peixe desenvolve na água. Eles são muito interessados até porque em Manaus a pesca é muito querida por eles, mas os próprios manauaras, não são todos claro, mas uma parcela não tem muito interesse e não procura com a mesma intensidade a atividade”, explica.

A admiração pela pesca é engrandecida pelos turistas. Além da procura dos restaurantes, dos balneários, flutuantes e chácaras distantes da área urbana, a principal ação dentro destes empreendimentos é pescar e se alimentar do próprio peixe subtraído.

“Muitos vêm para isso, quando oferecemos o almoço, eles fazem a pesca, claro dentro daqueles peixes que são permitidos fazer a pescaria como a matrinxã, e comem com alegria, é bom de ver esses momentos, são únicos e os turistas adoram, inclusive tiram muitas fotos”, ressalta.

Manaus é a maior cidade no meio da Amazônia. Debruçada dentro da floresta, a maior cidade do setor Norte é querida por muitos turistas brasileiros e principalmente pelos estrangeiros, que procuram a região para conhecimento aprofundado de sua história e suas riquezas ambientais, como as atividades de pesca, tribos indígenas, balneários flutuantes no meio do rio Negro, com ofertas incríveis de conforto e lazer.

O seu marido, Raimundo Costa, ressalta a importância de receber turistas brasileiros e estrangeiros em um espaço natural, com um belo braço d’água disponível para a pesca esportiva e também para alimentação local. Há 10 anos em pleno funcionamento, Costa tem orgulho em ter um negócio que representa bem a natureza da bela Manaus.

“Atendemos sempre bem todas as pessoas que aparecem, turistas de todo o Brasil, estrangeiros e os próprios manauaras. Recebemos mais pessoas de fora de Manaus e muitos empresários, o nosso local é maravilhoso e não há outro com a nossa proposta na cidade, estamos localizados dentro da mata, temos diversas trilhas e todos que vêm se encantam”, conta, entusiasmado.

O manauara Diego Barroncas, proprietário do Pesque e Pague San Diego, conta que abriu o espaço há mais de 10 anos para dar opção de lazer aos conterrâneos. Ele explica que a pescaria é uma atividade onerosa e que muitos, às vezes, não tem a oportunidade de realizar essa recreação. Barroncas ressaltou que o seu empreendimento recebe muitos manauaras, industriários e turistas que visitam a região.

“A pescaria se tornou muito cara e longe, tem gente que precisa pegar 3 ou 4 horas de estrada para ir pescar em um lago, então criamos o Pesque Pague como opção na região de Manaus, então isso tem interessado muito as pessoas, porque aqui é próximo e é um ambiente familiar, tranquilo, onde há conforto tanto para adultos quanto para crianças”, explica.

‘Quem come jaraqui não sai mais daqui’

Com três visitas a Manaus, o baiano Helimário Silva, de 38 anos, se encantou com a metrópole e todo o seu potencial. Ele explica que Manaus é reconhecida por sua beleza natural, pelos seus belos rios e pela épica floresta amazônica, entretanto afirma que a capital oferece muito mais que os cartões postais explorados pelos setores midiáticos. O baiano enaltece a cidade como um ponto fora do comum.

“Manaus tem sua peculiaridade, o lazer está sempre associado à fauna, floresta, rio, à natureza e eu me identifico muito com isso. Quando vim pela primeira vez pesquisei sobre locais que podia visitar e achei um local de pesca, procurei e quando encontrei me encantei. Quando você ver tudo isso, parece que é transferido para outro local totalmente fora da área urbana. É incrível como há esses locais dentro do perímetro urbano e não é longe”, conta Helimário.

Para o baiano, o turismo em Manaus vai além da palavra, pois oferece com excelência a natureza. “Eu fiquei espantado com a natureza que fica em volta de alguns bairros da cidade, visitei alguns e você pode olhar o rio de perto, almoçar em restaurantes na beira do rio, você consegue ficar dentro da cidade e ter um lazer de qualidade, sem ter que ir para mais longe”, acrescenta, citando ainda que a capital amazonense fornece um contraste muito grande em relação a rotina da área urbana. “É algo incomum, em um momento você está no trânsito e logo você consegue se conectar com um espaço ligado à floresta, com um bom café, um bom lugar”, finaliza.

Nada falta, nem mesmo diversidade

A presidente da Amazonastur (Empresa Estadual de Turismo do Amazonas), Roselene Medeiros, destaca os belos patrimônios históricos e a grande diversidade que a cidade tem a oferecer na área cultural e de entretenimento. A gestora afirma que a capital é rica em atividades, que vão do cultural ao contemplativo, para a prática de recreação e distração.

“O manauara é naturalmente um povo festeiro e partidário de uma diversão coletiva. Temos a visitação a museus urbanos como o Museu de Manaus, Palacete Provincial, Centro Cultural Povos da Amazônia e outros museus naturais, que são espaços de convivência e interpretação da floresta, como o Musa. Nessa convivência fraterna e prazerosa com a natureza, bem a cara de Manaus, o destaque são para as práticas desportivas na Região Metropolitana, em Manaus, nada falta, nem mesmo a diversidade”, relata.

Medeiros acrescenta, ainda, a travessia para os municípios vizinhos, também situados na RMM, que são destaques por sua peculiaridade como os flutuantes e balneários. “As praias são a nossa cara, destaque para os flutuantes, balneários, dos mais diversos formatos, abertos ao público, são excelentes”, afirma a presidente, com a certeza de que Manaus tem seu valor em entretenimento. 

“É uma capital com características únicas em relação às demais cidades brasileiras e bem vivida por seus moradores, exatamente por isso excelente ao visitante”, finaliza.

Opções pertinho de você

O Pesque e Pague Manaus fica localizado na zona Norte de Manaus, bem na divisa com zona Leste. O local tem fácil acesso, quem reside na zona Centro-Oeste, Oeste ou Sul é possível por meio do deslocamento via avenida Torquato Tapajós, seguindo pela Max Teixeira, Noel Nutels e por fim a rua Francisca Mendes que dá seguimento até o empreendimento. O local fica situado por trás do supermercado Big Amigão e o deslocamento pode durar em torno de 20 a 30 minutos, dependendo do trânsito.

O acampamento funciona todos os dias por meio de agendamento e a entrada é fixada no valor de R$ 10. O café da manhã, conforme a proprietária, costuma variar entre R$ 15 e R$ 25 por pessoa, e o almoço entre R$ 35 a R$ 40, além dos pacotes promocionais. Dona Ivânia informou ainda que há espaços com redes para um bom descanso, com vista para os lagos e as florestas amazônicas.

Quem preferir ir ao San Diego deve pegar a estrada AM-010, e logo no km 35, é visto o grande lago do empreendimento. Bastante visitado, o local oferece também café da manhã, almoço e pesca esportiva. Cada visitante paga R$ 10 na entrada e a média de custo no almoço é em torno de R$ 65. No local há pesca para adultos e crianças, com todos os aparatos de segurança.

Para se deslocar, o visitante gasta em média um tempo de 30 a 40 minutos, dependendo da sua localização na capital e o local comporta em média 40 veículos. Quem tiver interesse em visitar o San Diego pode agendar horário por meio do contato 092 99236-8625 ou quem preferir ir ao Pesque Pague Manaus, na zona Norte da cidade, pode agendar pelo número 092 99172-3277.

Os dois são grandes opções de divertimento, lazer, com qualidade, conforto e, principalmente, com o toque de beleza manauara, rodeado pela floresta amazônica e por belos rios que exaltam a calmaria.

Reportagem de Fábio Oliveira

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