Concurso Nacional Unificado: confira dicas e conheça o perfil da banca

Definida na última sexta-feira (24/11) como responsável pela realização do Concurso Nacional Unificado (CNU), a Fundação Cesgranrio tem até 20 de dezembro para divulgar o edital do certame que vai ofertar 6.640 vagas (veja a tabela abaixo), distribuídas em 21 órgãos federais.

Para te ajudar a se preparar para a prova única, que deve ser aplicada entre fevereiro e março de 2024, a reportagem consultou especialista para destrinchar o perfil da banca organizadora do CNU, além de separar dicas em torno das possíveis questões.

O professor do Gran Cursos Online Eduardo Cambuy explica que a Fundação Cesgranrio é “experiente e segura na aplicação das matérias, com grau de dificuldade mediano”.

De acordo com ele, a banca era a menos cotada para o CNU. Porém, a diretora de Provimento e Movimentação de Pessoal do Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI), Maria Aparecida Chagas Pereira, disse que a decisão foi tomada “pelo critério da economicidade”.

Ainda assim, Cambuy acredita que a pasta fez uma “boa escolha”. Isso devido ao perfil definido para o concurso: de ter questões menos complexas e mais interpretativas.

Dicas para começar os estudos

Mesmo sem informações sobre requisitos, vagas, salários, conteúdo programático, formas de inscrição, critérios de seleção, data e local das provas, os interessados em prestar o Concurso Nacional Unificado podem começar a estudar para a prova.

Veja dicas:

  • Estude o perfil da banca: analise provas anteriores.
    – Busque bancas similares: em algumas matérias, não há uma gama extensa de questões aplicadas pela Cesgranrio. Logo, o concurseiro pode consultar a FCC, IBFC e Consulplan para direcionar os estudos nesses assuntos.
  • Língua portuguesa: questões com interpretação de texto “leve”.
    – Gramática: “pesada” devido à quantidade de questões. Com foco em temas como sintaxe, crase, concordância, regência e pontuação.
  • Língua estrangeira: a banca é conhecida pela cobrança “pesada” de inglês nas provas.
    – Questões: textos genéricos, explorando muito o vocabulário.
  • Informática: aplicação de conceitos sobre o assunto.
    – Por exemplo: funções básicas, classificações técnicas (hardware e software) e as funções do pacote Office.
    – Devido ao modelo do CNU pode-se esperar conhecimentos gerais sobre digitalização, nuvem, fake news e segurança de software.
  • Raciocínio lógico: a Cesgranrio “foge” do padrão de tabela verdade (verdadeiro ou falso) e probabilidade, sendo mais “exigente”.
    – Foco: questões com gráficos, conjuntos e cálculos.
  • Direito: nas provas anteriores, usou muita legislação, da forma crua, como está prevista na lei.
    – Cobrar: jurisprudência mais consolidadas.

Para o professor, a parte de direito da prova vai “exigir uma adaptação da banca” no método avaliativo que segue um padrão de “copia e cola” das legislações, ou seja, cobra a lei literal, sem espaço para interpretações. Ainda segundo ele, esse deve ser o único aspecto a ser trabalhado pela Cesgranrio. As demais questões devem continuar com o mesmo padrão.

“Enem dos Concursos”

Idealizado a partir de dificuldades apresentadas pelos próprios órgãos federais, o CNU, o “Enem dos Concursos”, segue os moldes do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). A proposta do MGI é “promover igualdade de oportunidades de acesso aos cargos públicos efetivos”.

Aplicada simultaneamente em 180 cidades do Brasil, a prova única do CNU será dividida em dois momentos na mesma data:

  1. provas objetivas, com matriz comum a todos os candidatos; e
  2. provas específicas e dissertativas, por blocos temáticos.

As vagas serão distribuídas no âmbito dos órgãos e das entidades da Administração Pública Federal direta, autárquica e fundacional, mediante a aplicação simultânea de provas em todos os estados e no Distrito Federal.

Os resultados gerais da primeira fase devem ser divulgados até o fim de abril de 2024; o início dos cursos de formação está previsto para o período entre junho e julho do próximo ano.

Redação

Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
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