Concessionárias culpa gatos pelas quedas de energia

Nada menos que 30% da energia gerada em Manaus são subtraídos por pessoas que fazem ligações clandestinas, os chamados ‘gatos’, e esse furto compromete seriamente o abastecimento da cidade. A informação é do presidente da Amazonas Energia, Pedro Carlos Hosken, que esteve ontem na CMM (Câmara Municipal de Manaus), durante a audiência pública convocada para discutir os problemas enfrentados diariamente pela população, à mercê de constantes interrupções no fornecimento de energia.
A audiência, solicitada pelo vereador Marcelo Ramos (PSB) e convocada pelo presidente da Comissão de Serviços Públicos, vereador Fausto Souza (PRTB), foi presidida pelo presidente da CMM, vereador Luis Alberto carijó (PTB). Estiveram presentes vários diretores da Amazonas Energia, que falaram sobre os investimentos da empresa e também sobre as soluções que estão sendo elaboradas para tentar sanar a questão.
Pedro Carlos Hosken ressaltou a importância de a empresa estar perto das instituições que representam o povo, afinal – segundo ele – energia elétrica é bem de primeira necessidade e a empresa está sob observação durante 24 horas. “Por isso temos uma equipe voltada para tentar resolver os problemas da empresa visando prestar serviços de qualidade aos consumidores”, explicou.
Entretanto, Hosken argumentou que apesar dos investimentos, a empresa tem problemas por causa dos “gatos” (roubos de energia) que muitas pessoas fazem, o que acaba por comprometer o serviço oferecido. “O roubo de energia gira em torno de 30%”, atestou. “Nosso maior problema é a sobrecarga que não foi planejada”, avaliou. Outro ponto apresentado foi sobre os dois indicadores de fornecimento. O primeiro é o DEC (Duração Equivalente de Unidade Consumidora) que mede quanto tempo em média cada unidade consumidora de uma determinada região ficou interrompida. De acordo com um gráfico mostrado pelo dirigente, houve uma pequena melhora do serviço no período 2008/2009 e este ano houve interrupção de 50 horas de interrupção em média. Segundo Hosken, esse quadro ainda não é bom, mas indica que já houve melhoria na prestação do serviço.
Segundo o diretor, o Tempo Médio de Atendimento à reclamação sobre falta de energia também melhorou, pois a logística de atendimento está melhor, com mais equipes e melhores profissionais. “O tempo entre a reclamação e o atendimento diminuiu”, ele garantiu.

Qual sua opinião? Deixe seu comentário

Gostou do Conteúdo? Assine nossa Newsletter

Compartilhe:

Facebook
Twitter
LinkedIn
Telegram
WhatsApp
Email

Compartilhe:

Compartilhar no facebook
Compartilhar no twitter
Compartilhar no linkedin
Compartilhar no telegram
Compartilhar no whatsapp
Compartilhar no email