Comunidade favorável a porto

Comunitários de Novo Remanso, localizada no município de Itacoatiara (distante 202 quilômetros), demonstram boa aceitação quanto ao projeto de instalação do Terminal Portuário Novo Remanso. A comunidade acredita que o pretenso porto privado viabilizará geração de emprego e renda à cidade. De acordo com o Ipaam (Instituto de Proteção Ambiental do Amazonas), a empresa Terminal Portuário Novo Remanso S/A., responsável pelo empreendimento, deve complementar algumas informações relacionadas ao Eia/Rima (Estudo e Relatório de Impacto Ambiental e Relatório). Após uma nova análise, caso aprovado, o órgão poderá expedir a LP (Licença Prévia) à empresa.
Na avaliação do empresário Marcos Gomes, a construção do TUP (Terminal de Uso Privado) beneficiará ao município a partir da geração de emprego e do maior fluxo de pessoas pela cidade, o que poderá resultar em melhores resultados nas vendas. “Com certeza o comércio ganhará com esse projeto. Logo, a cidade terá melhores índices econômicos. Estamos torcendo para que o trabalho dê certo”, disse.
Para o presidente do Sindicato dos Pescadores de Novo Remanso, Rangel da Silva, o terminal portuário contribuirá com o desenvolvimento econômico e social do município. “Vejo o projeto como uma melhoria à cidade. Participamos de três audiências apresentadas pela empresa onde vimos os aspectos positivos a serem implementados na comunidade. O porto será instalado em frente ao ponto de pesca da cidade e isso deve incrementar o movimento e a compra de peixes”, disse. O setor conta com 600 pescadores, na comunidade, segundo Silva.
O engenheiro civil, Nonato Belo, considera o projeto de grande magnitude para a região. Ele destaca que a empresa demonstra preocupação com a questão social ao contratar colaboradores para esclarecer a comunidade quanto ao andamento dos trabalhos. “O projeto tem uma responsabilidade social de integração. No primeiro momento se fala em aumento de empregos, o que contribui positivamente para a economia”, comenta.
Por meio de nota, o Ipaam informou que a empresa Terminal Portuário Novo Remanso entregou o Eia/Rima à análise do órgão ambiental. A secretaria solicitou informações complementares ao estudo e afirmou que a licença prévia poderá ser expedida assim que a empresa responder à solicitação.

Estrutura
Conforme o Eia/Rima, o projeto prevê a implantação de quatro terminais em três píeres, sendo distribuídos nas seguintes classificações: TGSA (Terminal de Granéis Sólidos Agrícolas), TGL (Terminal de Granéis Líquidos), TGSM (Terminal de Granéis Sólidos Minerais) e um TCG (Terminal de Carga Geral). Tanto o TGSM quanto o TCG compartilharão um píer.
Os terminais foram projetados para operações de embarque e desembarque via hidroviária, ou seja, de transferência de cargas de navios para barcaças e de barcaças para navios, sem movimentações pelo modal rodoviário.
Segundo o relatório, com a implantação do empreendimento, a empresa Terminal Portuário Novo Remanso S/A. visa atender às demandas crescentes do transporte fluvial no principal corredor hidroviário brasileiro, no caso, a hidrovia Amazonas-Solimões, servindo como alternativa às cargas que têm como origem ou destino diferentes pontos da região da Amazônia Ocidental.
O investimento estimado para a implantação das duas fases do Terminal Portuário Novo Remanso, é de R$547.185.779,48.

Localização
A área que deverá receber o terminal portuário está localizada no município de Itacoatiara, na margem esquerda do rio Amazonas. O acesso ao local da implantação do empreendimento acontece por meio de um percurso de 100 quilômetros pela rodovia AM-010 até a interseção com a estrada municipal de acesso à comunidade Novo Remanso. O trajeto continua com o percurso de 40 quilômetros pela estrada de Novo Remanso até o ramal chamado Macaco Cego. A partir deste ponto, é preciso percorrer por mais nove quilômetros por vias não pavimentadas. O terreno é de propriedade da empresa Terminal Portuário Novo Remanso S/A.

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