14 de abril de 2021

Comunidade Andina chega a acordo em 95% de tarifas com União Européia

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As reuniões de coordenação em Lima também permitiram um acordo sobre as modalidades e métodos de negociação, que já foram apresentados à UE

O acordo dos andinos abrange 94,9% do uni­verso tarifário em ter­mos de comércio e 94,5% dos­ bens importados da UE em 2006. A CAN (Comunidade Andina das Nações) destacou­ que, com o alto nível de coin­cidências, “está garantida uma negociação tarifária bloco a bloco, assim como o cumpri­mento pleno do compromisso de apresentar uma posição unificada nas negociações com a União Européia”.

“Bolívia, Colômbia, Equa-dor­ e Peru estão em condições de apresentar uma oferta conjunta”, ressaltou a nota.
As reuniões de coordenação em Lima também permitiram um acordo sobre as modalidades e métodos de negociação, que já foram apresentados à UE, para a segunda rodada de conversas sobre um Acordo de Associação, que será realizada em Bruxelas, de 10 a 14 de dezembro.

A primeira rodada foi em Bo­gotá, em setembro. A tercei­ra es­tá prevista para março de 2008, em Lima, com a primeira tro­ca de ofertas. A UE aceitou negociar o acordo de associação política, comercial e de cooperação em diferentes velocidades, levando em conta as diferenças entre os países-membros da CAN,­ segundo o secretário-geral da organização, Freddy Ehlers. No dia 30 de outubro, o presidente peruano, Alan García, pe­diu à UE para negociar um tra­tado de livre-comércio com o Peru, e não com a CAN, por considerar que com o bloco haveria “um acordo débil, e não um autêntico tratado de livre-comércio”. Ehlers respondeu, no entanto, que a negociação só pode acontecer bloco a bloco, um “requisito fundamental” da União Européia.

Vítimas da mudança climática
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As regiões andina e amazô­ni­ca já sofrem os impactos da mudança climática na agricultura, com repercussões na segu­rança alimentar e na vida dos cam­poneses, indicam as conclu­sões apresentadas em encontro sobre o tema organizado pela CAN.

Especialistas internacionais que se reuniram na Oficina In­ternacional sobre a Gestão do Ris­co e a Adaptação à Mudança no Setor Agropecuário buscam es­tratégias de adaptação e de re­dução da vulnerabilidade dos paí­ses sul-americanos diante da trans­formação do clima.
O secretário-geral da CAN, Freddy Ehlers, apresentou, em entrevista coletiva, as conclusões do evento, segundo as quais afirma que a mudança cli­mática é um processo que “já está presente”.

Entre outras medidas, os especialistas dizem que os países e as regiões atingidas devem tra­tar não apenas de se fortalecer para evitar danos causados pe­la mudança climática, mas aproveitar positivamente algumas oportunidades que a nova situação oferece.

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