2 de julho de 2022
Prancheta 2@3x (1)

Compras pela internet devem ser menores no Dia dos Namorados

Com expectativa moderada, o varejo eletrônico está preparado para mais uma data sazonal. O setor projeta crescimento de 2% com o Dia dos Namorados em comparação ao ano passado. As compras pela internet devem alcançar faturamento de R$ 6,7 bilhões este ano. O estudo é da Neotrust, empresa de inteligência que monitora o e-commerce brasileiro e conta com a maior base de dados reais e transacionais do mercado digital no país.

Conforme o levantamento, é esperado que o setor absorva 14,2 milhões de pedidos, elevação de 1% em comparação com 2021. O tíquete médio deve ser de R$ 469 em 2022, um aumento de 1%, acompanhando a tendência de desaceleração nas vendas do comércio eletrônico. O período da projeção é de 28 de maio a 11 de junho.

“A expectativa para o e-commerce com o Dia dos Namorados neste ano é de um avanço pouco expressivo se comparado aos anos anteriores. Isso se deve por variados fatores, entre eles a retomada do comércio físico após o fim das restrições impostas pela pandemia. Apesar do crescimento em um ritmo menor, o varejo digital segue em um patamar bem superior ao período pré-pandêmico”, analisa Paulina Dias, Head de Inteligência da Neotrust.

Especialistas ouvidos pelo Jornal do Commercio, concordam que este ano o segmento deva registrar percentual menor justamente porque a movimentação de consumidores tende a crescer nas lojas físicas. Além da flexibilidade nas restrições e o avanço da imunização que despertou confiança nas famílias. 

Várias pesquisas realizadas por entidades do comércio, apontam incremento nas vendas no varejo físico.  As compras realizadas em plataformas digitais (e-commerce) têm a preferência de apenas 10% dos entrevistados.   

“E-commerce continua crescendo, porém em velocidade menor. Com a minimização da pandemia, as pessoas estão voltando para as lojas presenciais, mesmo que aos poucos. Dia dos Namorados é uma das boas datas sazonais do comércio e com a redução dos prazos de entrega na última milha, ficou incrível comprar online e receber rapidamente. Conta a favor do mercado online o mix de produtos bastante elástico de players como Mercado Livre e Amazon”, enfatizou o especialista do setor André Botelho. 

Ano passado, levando em conta apenas vendas feitas nas lojas virtuais com cartão de crédito, houve um aumento no faturamento de 28%, na comparação com o mesmo período de 2020, totalizando R$ 3,3 bilhões.

A informação é do relatório produzido pela All In | Social Miner que apontou um aumento de 11% no número de pedidos, saltando de 5,8 milhões para 6,4 milhões, também em comparação com o Dia dos Namorados de 2020.

Impulsionado pela pandemia, o ano de 2020 foi um marco histórico para o e-commerce com o crescimento de 41% no faturamento e a entrada de 17,9 milhões novos consumidores no comércio eletrônico, em comparação ao ano de 2019, de acordo com dados do relatório Webshoppers, Ebit|Nielsen.

Com a tendência de compras nas lojas físicas, muitas empresas online estão buscando estratégias para manter o bom desempenho nas vendas. “Estamos investindo pesado na divulgação dos produtos. Como aliadas estão as nossas promoções e descontos exclusivos. Tem dado super certo, pois muitos clientes estão antecipando a compra do presente”, informou a sócia de uma loja virtual, Juliana Santos. 

Modelo de compra

Não dá para prever se o varejo físico vai minar as compras pela internet, mas o consultor de empreendedorismo, Carlos Oshiro, explicou que hoje o modelo Omnichannel  possibilita fazer com que o consumidor não veja diferença entre o mundo online e o offline. O modelo integra lojas físicas, virtuais e compradores. O que faz muitas empresas venderem nos dois tipos de canais. “Às vezes ele vende de maneira online para que o consumidor resgate o produto no presencial ou o cliente compra no presencial porque não tem estoque, mas recebe no online. O que não dá para especificar onde está a maior quantidade de vendas”. 

Agora quando se fala que o consumidor vai deixar de comprar na loja presencial para comprar online de uma outra empresa, aí faz sentido a relação de quem nunca comprou no online e com a pandemia passou a comprar e sentiu uma confiança nesse modelo e queira manter essa opção. “Mas hoje existe um movimento da volta da experiência da compra no próprio local isso deve alavancar um pouco as vendas físicas justamente por esse momento que nós passamos que as pessoas querem na realidade passar pela experiência de compra. Lembrando que no online as vezes não chega em tempo hábil isso gera um pouco de frustração para o Dia dos Namorados tambem”, pontuou.

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