Compradores de imóveis estão mais criteriosos

A pessoa que adquire um imóvel hoje está mais criteriosa e não é mais levada pelo impulso na hora da compra, pesquisando bastante. Essa afirmação é do proprietário da BP Imóveis, José Maria Braule Pinto, que leva à conclusão não só de uma mudança no perfil dos compradores por si só, mas também devido a uma enxurrada de lançamentos imobiliários nos últimos meses.
Imóvel na planta ou pronto para morar? Profissionais da área dão as dicas a quem está procurando um lugar para chamar de seu. Para Braule Pinto, o grande benefício de se adquirir o imóvel na planta são os prazos mais longos e condições de financiamento mais favoráveis, além da valorização da habitação com o tempo, que ocorre no sentido contrário à usada.
“Conforme vão se passando os anos, de acordo com a satisfação dos moradores, recém-lançados começam a ficar mais valorizados”, disse. Já o proprietário da Procasa Imobiliária, Marcos Evandro de Queiroz Pinto, acredita ser o preço a maior vantagem de adquirir um imóvel na planta. Porém, segundo ele, há riscos nesse tipo de compra. “Numa aquisição destas, você está comprando uma ideia e o preço deveria ser a grande vantagem, mas infelizmente não é o que vem acontecendo de uns tempos para cá”, ressaltou Queiroz.
Braule Pinto explicou que, no caso do imóvel usado, a cada ano ele fica depreciado perante o mercado, e enfatizou que as condições de financiamento são mais estreitas. Para ele, os riscos de se adquirir um imóvel na planta – com relação à incorporadora – são mínimos. Braule Pinto aconselha que as pessoas, na hora de pensar em comprar um empreendimento na planta, primeiro pesquisem sobre o passado da construtora responsável pelo projeto e tentem descobrir a respeito de sua situação no mercado.
Sobre a Copa do Mundo de 2014, Braule Pinto tem ótimas expectativas. “Os setores hoteleiro e de alimentação serão os mais visados e, por consequência, trarão um grande impulso ao segmento imobiliário”, declarou. Questionado sobre em quais pontos investir, já pensando numa valorização futura por causa da Copa, o executivo indicou os flats. De acordo com o mesmo, a periferia do Vivaldão e suas imediações são as que mais sentirão o “boom” do evento esportivo. Sobre os locais mais visados para se morar, Braule Pinto foi categórico ao dizer que depende muito do poder de comprar do cliente. Segundo ele, o mercado hoje trabalha com três padrões distintos: A, B e C. “O padrão A não possui limite de valor a ser cobrado”, explicou. Já os empreendimentos de padrão B custam hoje de R$ 50 a R$ 200 o metro quadrado, e o C fica entre R$ 10 e R$ 30 o metro quadrado.
Marcos Evandro acredita que comprar o imóvel pronto para morar é “sair do risco”, pois você vê o que está levando. O foco da Procasa é o imóvel pronto para morar, geralmente usado, e para o empresário as pessoas ainda levam muito em consideração a localidade do imóvel. “As pessoas procuram onde tem maior concentração de trabalho e facilidade de acesso aos grandes centros comerciais”, revelou.
Sobre expectativas para a Copa do Mundo de 2014, Marcos Evandro tem a mesma visão de todos os empresários. “Ainda não dá para precisar um grande aumento, mas acredito que o crescimento nos negócios se dará nos eixos de ligação da arena esportiva. Minha expectativa é a de todo mundo, porém, tudo que tem se falado até agora é altamente especulativo” declarou.
O contrato de gaveta vem se extinguindo. É um contrato não oficial, tendo existência somente perante as partes (comprador e vendedor). Ou seja, tem elevado risco. Por exemplo, o dono de um imóvel financiado resolve vender sua propriedade para outra pessoa, mas não faz isso de modo formal porque o novo proprietário não quer ou não pode fazer o financiamento nas condições de mercado. Então, o novo dono começa a pagar o contrato de financiamento como se fosse o antigo. A ideia é que, quando terminar de pagar, o novo proprietário possa então tomar posse do imóvel oficialmente. Essa prática, portanto, esconde uma situação irregular perante a lei.
Segundo Marcos Evandro, isso vem aos poucos se extinguindo. De acordo com ele, tal mudança aconteceu por causa das novas regras do contrato de sublocação e por conta dos bancos, que não estão fazendo refinanciamento. Para Braule Pinto, essa prática ainda continua, porém ele não recomenda a qualquer pessoa comprar um imóvel sem registrar.

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