Compact disc completa 25 anos neste mês

A invenção do CD anunciou uma revolução tecnológica na indústria musical, já que os CDs – com sua qualidade de som superior e durabilidade livre de arranhões – marcou o início da substituição da tecnologia musical analógica para digital.
O CD tornou-se catalisador de diversas inovações em entretenimento digital, ajudando a abrir caminho para o lançamento do DVD e para o recente lançamento da mídia ótica Blu-ray. Tendo exercido um papel fundamental na inovação da música digital, em casa ou em movimento, os consumidores continuam a testemunhar enormes avanços em tecnologias de entretenimento e estilo de vida.
A fábrica da Philips na Alemanha onde o primeiro CD do mundo foi prensado pertencia à Polygram –a gravadora da qual a Philips era dona na época. O primeiro disco a ser produzido na fábrica foi “The Visitors”, do grupo Abba. Quando os CDs foram lançados no mercado em novembro de 1982, um catálogo de cerca de 150 títulos –música clássica em sua maioria– já havia sido produzido. Os primeiros CDs e CD-players –incluindo o modelo CD100 da Philips– foram lançados no Japão em novembro, seguidos pelo lançamento nos EUA e na Europa em março de 1983.
Philips e Sony fizeram parceria para desenvolver o CD –colaboração baseada em inovação aberta ajudou a posicionar o CD como padrão para a indústria musical.
Em 1979, a Philips e a Sony estabeleceram uma força-tarefa conjunta de engenheiros para desenvolver o novo disco de áudio digital. Muitas decisões foram tomadas no ano seguinte –tais como o diâmetro do disco.

Beethoven “definiu” espaço de armazenamento

A capacidade original de armazenamento almejada para um CD era de uma hora de conteúdo de áudio e um diâmetro de disco de 1,15 mm era suficiente para isso; no entanto, as duas partes aumentaram a capacidade para 74 minutos para acomodar uma performance completa da 9ª Sinfonia de Beethoven.
Em junho de 1980, o novo padrão foi apresentado pela Philips e pela Sony como o “Red Book” (Livro Vermelho), contendo todas as especificações técnicas para todos os padrões de CD e CD-Rom. Piet Kramer, que na época era membro do grupo ótico da Philips, deu uma significativa contribuição para a tecnologia do CD, e fez o seguinte comentário a respeito do trabalho em parceria da Philips e da Sony: “Quando a Philips se uniu à Sony para desenvolver o CD, nosso primeiro objetivo era conquistar apoio mundial para o formato. Fizemos isso colaborando abertamente para chegar a um acordo sobre um novo padrão”.
“Para a Philips, esta inovação aberta era uma nova abordagem –e funcionou. No final dos anos 70 e começo dos 80, nunca imaginaríamos que um dia as indústrias de computação e entretenimento também iriam optar pelo CD digital para armazenar o crescente volume de dados para programas de computação e filmes”, concluiu Kramer.

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