Como serão os novos computadores

Transistores feitos de carbono, em vez de silício, podem teoricamente aumentar a velocidade dos computadores e reduzir seu consumo de energia em mais de mil vezes – pense em um celular cuja bateria dispense recargas por meses.

O problema é que vinha sendo difícil desenvolver as ferramentas necessárias para construir circuitos completos usando somente componentes eletrônicos de carbono.

Uma equipe de químicos e físicos da Universidade da Califórnia em Berkeley, nos EUA, finalmente criou a última dessas ferramentas que estava faltando, um fio metálico feito inteiramente de carbono.

Isso abre caminho para a construção de transistores baseados em carbono e, em última análise, computadores de carbono.

“Ficar dentro do mesmo material, dentro do reino dos materiais à base de carbono, é o que une essa tecnologia agora,” disse o pesquisador Felix Fischer. “Esta é uma das coisas chave que faltavam no quadro geral de uma arquitetura de circuito integrado totalmente baseada em carbono.” O grafeno e os nanotubos de carbono são extremamente promissores. As nanofitas de grafeno podem superar as limitações, mas até agora os cientistas só haviam conseguido sintetizá-las semicondutoras e isolantes -mas não os fios metálicos para conectar os componentes. Os nanotubos também podem ser metálicos, mas não é possível atingir com eles a mesma precisão e reprodutibilidade que é possível com as nanofitas.

O novo metal à base de carbono também é uma nanofita de grafeno, mas projetada com o objetivo de conduzir elétrons entre nanofitas semicondutoras, o que as torna adequadas para operar com transistores totalmente de carbono. As nanofitas metálicas foram construídas através da montagem de blocos de construção idênticos menores, uma abordagem comumente conhecida como “de baixo para cima”.

Lã reciclada gera material com memória

Os materiais com memória de forma -aqueles que podem ser moldados, torcidos e retorcidos e depois sempre retornam à forma original -acabam de dar um salto tecnológico substancial.

Pesquisadores desenvolveram um material biocompatível, flexível e que pode ser impresso em 3D em qualquer formato e pré-programado com memória de forma reversível.

O material é feito com queratina, uma proteína fibrosa encontrada em nossos cabelos e unhas e nas conchas de diversos animais.

Mas Luca Cera e seus colegas da Universidade Harvard, nos EUA, usaram como fonte de queratina as sobras da lã usada na fabricação de tecidos. A equipe afirma que o novo material pode ser usado em qualquer coisa, desde sutiãs com autoajuste até tecidos com atuadores para terapias médicas, além de ajudar a reduzir o desperdício na indústria da moda. 

“Com este projeto, mostramos que não apenas podemos reciclar a lã, mas também podemos construir coisas com a lã reciclada que nunca foram imaginadas antes,” disse o professor Kit Parker. “As implicações para a sustentabilidade dos recursos naturais são claras. Com a proteína de queratina reciclada, podemos fazer tanto, ou mais, do que já foi feito tosquiando os animais e, com isso, reduzir o impacto ambiental dos têxteis e da indústria da moda”.

Inteligência artificial aprende a lembrar, generalizar e abstrair

Especialistas defendem novas formas de inteligência artificial

O chamado problema do esquecimento catastrófico tem sido um dos maiores entraves ao desenvolvimento da inteligência artificial.

Esses programas têm sua “inteligência” derivada de um treinamento com gigantescos bancos de dados, quando eles aprendem a derivar conclusões a partir desses dados. Ocorre que, tão logo você dê a eles novas informações, eles aprendem o novo e esquecem totalmente o que haviam aprendido antes, sem ponderar se as duas coisas podem ocorrer em situações diferentes, por exemplo.

“Uma solução seria armazenar exemplos encontrados anteriormente e revisitá-los ao aprender algo novo. Embora essa ‘repetição’ ou ‘ensaio’ resolva o esquecimento catastrófico, o constante retreinamento em todas as tarefas aprendidas anteriormente é altamente ineficiente e a quantidade de dados que teria de ser armazenada torna-se rapidamente incontrolável,” descrevem Gido van de Ven e seus colegas da Universidade de Massachusetts, nos EUA.

Mas eles afirmam ter encontrado uma maneira de contornar esse esquecimento repentino usando uma característica do funcionamento do cérebro humano, um mecanismo de memória conhecido como “repetição”, ou replay, uma forma de o cérebro proteger memórias contra o esquecimento repetindo os padrões neurais responsáveis por elas.

A grande sacada da equipe foi perceber que a repetição neural do cérebro não armazena dados. Em vez disso, o cérebro gera representações de memórias em um nível mais alto e mais abstrato, sem a necessidade de gerar memórias detalhadas.

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