17 de agosto de 2022
Prancheta 2@3x (1)

Como resolver o problema dos médicos

Médicos no interior. Sim é possível. Com toda certeza não é fácil. Há um caminho para o sucesso nessa empreitada

Médicos no interior. Sim é possível. Com toda certeza não é fácil. Há um caminho para o sucesso nessa empreitada. A receita para ter médicos no interior do país é pagar adequadamente (piso salarial com encargos e CLT) e dar condições de trabalho (unidades de saúde adequadas, com materiais e outros profissionais de qualidade). Não há nada muito além disso.
O Governo compara o Brasil com demais países quanto ao número de médicos e a assistência dada, mas esquece de comparar remuneração e qualidade dos serviços.
A Inglaterra, país frequentemente tomado de exemplo nos discursos da Presidente, realmente possui 2,7 médicos por 1.000 habitantes, porém eles possuem um sistema de saúde estável, sem desvios de verba, subsidiado pela Rainha. O salário médio dos médicos ingleses é de 67,000 libras ao ano. Isso significa uma quantia de R$ 216,000 reais anuais. Esse valor é abaixo do piso da FENAM, que seria de R$ 235 mil, se fosse cumprido (valor R$ 98,130 seriam gastos em impostos).
Quais são os municípios brasileiros que se dispõem a pagar isso? Quais são os que têm capacidade de manter esses médicos e as equipes multidisciplinares? Quais dão as mesmas condições que ingleses trabalham?
O governo, apesar de cobrar uma das mais altas taxas de impostos do mundo, não tem dinheiro para manter bons médicos, nem locais adequados em um país de proporções continentais. A União aplica menos de 7% do seu orçamento nessa área que é prioritária em qualquer país do mundo. O brasileiro tem que trabalhar 150 dias ( atrás somente da Suécia que trabalha 185) apenas para pagar impostos.
Desde o começo de 2013 fala-se sobre a dificuldade que prefeitos tem em contratar médicos e sobre as medidas governamentais para aumentar o número de médicos no país.
Já somos o segundo do mundo em número de faculdades de medicina, atrás apenas da índia (tem 6 vezes a nossa população). São 201. Aproximadamente metade foi aberta nos últimos 10 anos. Uma parte delas sem hospital-escola.

Qual sua opinião? Deixe seu comentário

Anúncio

Compartilhe:

Compartilhar no facebook
Compartilhar no twitter
Compartilhar no linkedin
Compartilhar no telegram
Compartilhar no whatsapp
Compartilhar no email

Siga-nos

Notícias Recentes

JC Play

Podcast

Gostou do Conteúdo? Assine nossa Newsletter

Compartilhe:

Facebook
Twitter
LinkedIn
Telegram
WhatsApp
Email

Compartilhe:

Compartilhar no facebook
Compartilhar no twitter
Compartilhar no linkedin
Compartilhar no telegram
Compartilhar no whatsapp
Compartilhar no email