Como filhos podem se tornar bons alunos

Para muitos pais as questões da escola são, sem dúvida nenhuma, o ponto nevrálgico da relação com os filhos. Não é raro percebermos nas reuniões entre pais e professores, a expressão de constrangimento e desagrado de muitos pais cujos filhos, no aproveitamento, deixaram a desejar.
A relação entre família e escola nunca foi uma coisa simples. De um lado os pais achando que a escola poderia assumir mais responsabilidades suprindo lacunas que eles hoje não conseguem contemplar e, do outro a escola que buscam negociar com essas lacunas tentando aproximar os pais de seus muros, engajando-os e tentando comprometê-los com seus filhos.

Sim, a escola precisa lutar para que os pais se comprometam com a aprendizagem de seus filhos. Cuidar da vida escolar de uma criança ou jovem não é apenas deixá-lo na escola na hora certa ou verificar de vez em quando suas lições ou suas notas, infelizmente é muito mais.

Com tantas atividades os pais nunca estiveram tão atarefados, exaustos e estressados e os filhos cada vez mais dispersos e desinteressados. Um aluno que consegue um aproveitamento satisfatório, na média exigida pela escola, é fruto de um trabalho intenso e conjunto de pais e educadores.

A escola tem o dever de oferecer aos seus alunos, instalações adequadas, limpas e arejadas, professores competentes e interessados, além de honrar o conteúdo obrigatório para cada série e representar os valores familiares.

Os pais devem zelar pela freqüência escolar de seus filhos, pela realização das tarefas e estudos em um local adequado, respeito aos professores e a escola, sua metodologia, didática e estatuto.

Parece fácil, mas quando os filhos apresentam dificuldades de aprendizagem ou de disciplina alguns pais tendem a criticar a escola e seus professores antes de avaliarem a circunstâncias e seus desdobramentos, sem perceber que estão ensinando os filhos a desculparem suas falhas, ignorando seus erros.

Um professor carismático, engraçado, comprometido e com uma metodologia de ensino bem estudada é capaz de transformar qualquer matéria chata numa delicia de se aprender, mas atrás de cada professor tem um ser humano que goza apenas de algumas dessas características.
Um aproveitamento fraco em uma matéria ou mais pode ser resultado de muitos fatores, dentre eles dificuldade de aprendizagem daquele conteúdo, desmotivação, dificuldade de relacionamento com os colegas ou com o professor, desorganização ou mesmo baixa de auto-estima somado ao excesso de expectativa dos pais, ciúme, medo, timidez, problemas familiares dentre outros.

Cada criança ou jovem tem seu ritmo, suas dificuldades e facilidades, sua forma de estudar, de entender e de se relacionar tanto com o conhecimento, como com as tarefas. Os pais precisam aprender a conhecer seus filhos e negociar com elas a melhor forma de conduzir os estudos.
Existem crianças que são muitos sensíveis aos estímulos e se distraem com facilidade, outras gostam de barulho enquanto realizam suas tarefas, há ainda as que preferem realizar suas tarefas em dois blocos (antes e depois das atividades extracurriculares), as que se cansam com facilidade, as que preferem estudar de tarde e não de manha as que tem muitas atividade e não dão conta nem do tempo e nem da exigência.

Outros problemas podem comprometer o bom andamento da aprendizagem de um aluno: problemas de visão, surdez, disritmias cerebrais, epilepsias, dislexia (dificuldade em lidar com símbolos-letras e números), disortografia (incapacidade de transcrição da linguagem oral tendo trocas auditivas), disgrafia (dificuldade de passar para a escrita o estimulo visual da palavra impressa).

Disartria (dificuldade de articular palavras, resultado de paresias, paralisias de músculos da face-fala pastosa), hiperatividade (que é ocasionada por um desequilíbrio neuroquimico cerebral, que provoca desatenção e dispersão), também interferem no aprendizado.

Porém, para que um indivíduo possa usufruir bem do que lhe é ensi

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