Como fazer ceia natalina com produtos regionais

O Natal é cheio de bons momentos. Todo mundo quer ter roupas e sapatos novos; comprar, e principalmente, ganhar presentes; esquecer os erros e parecer que foi bom o ano inteiro desejando felicidades aos próximos. Lembrar, e reverenciar, o aniversariante é apenas um detalhe da festa. Mas, sem dúvida, o melhor dos melhores momentos é a hora da ceia, principalmente se ela for rica em alimentos, e não necessariamente rica em valores monetários. O Jornal do Commercio ouviu Lívia Ribeiro Cavalcante Sampaio, nutricionista do Grupo Pátio Gourmet, para que ela desse dicas de como fazer uma farta ceia natalina sem precisar gastar muito. Lívia estudou na escola Le Cordon Bleu, de Paris, tem especialização em gastronomia francesa, e já cozinhou com chefs internacionais no Festival Internacional Les Etoiles de Mougins, mas mergulhou no universo das matérias-primas amazônicas para indicar uma ceia cabocla.

“As matérias-primas regionais são tantas que facilmente podem ser incluídas na ceia natalina, inclusive deixando-a mais barata e bem gostosa. Vou ensinar como usar na ceia os nossos peixes, castanhas e frutas, como o cupuaçu”, adiantou.

De cara, Lívia já foi se preocupando com a saúde dos comensais. Ceias natalinas geralmente são calóricas, por isso ela indicou quais são os pratos mais calóricos, dos quais não se deve abusar no consumo, e quais os menos calóricos.

“Os pratos que contém maior quantidade calórica são os ricos em carboidratos, como o arroz e a farofa natalinos, o pão de metro, as roscas, entre outros. Aqueles que gostam de aproveitar a época, mas não querem sair da dieta, devem optar pelas opções de proteínas, como peru, tender, chester e pernil. Podendo combinar com uma opção de carboidrato e as saladas”, ensinou.

A vez dos regionais

Ainda no quesito saúde, ela continuou.

“Ingredientes não tão saudáveis podem ser substituídos por outros, saudáveis, e que manterão a ceia igualmente saborosa. Opte por menos enlatados e industrializados. Introduza castanhas e frutas para aumentar o valor nutritivo do alimento, por exemplo, fazer uma farofa de abóbora, colocar castanhas e tucumã no arroz. Na Taça da Felicidade acrescente o cupuaçu. Além de utilizar produtos regionais, você estará aumentando a quantidade de nutrientes no alimento”, revelou.

E indicou até a sobremesa mais saudável.

“Atualmente podemos mudar muitos ingredientes nas receitas. Comer, por exemplo, aquele Bolo de Reis tradicional mudando por uma farinha mais nutritiva, ou o pudim de leite, que não pode faltar, substituindo o leite condensado por um leite menos calórico”, alertou.

E existem pratos que não podem faltar numa ceia tradicional, porém, nada impede que os regionais se juntem a eles para tornar os sabores bem mais ricos.

“Falou em ceia natalina, o peru é o primeiro item a ser lembrado, mas qualquer ave assada, com frutas, pode acompanhá-lo, ou mesmo ir só. Um peixe, um pavê, uma Taça da Felicidade, rabanada, pudim de leite, pudim de claras fazem uma fantástica ceia natalina”, afirmou.

Nozes e avelãs, típicos do Natal europeu, são facilmente encontrados nos supermercados de Manaus, mas nunca fizeram sucesso entre os amazonenses, até porque, cá entre nós, a castanha da Amazônia é bem mais saborosa. Frutos natalinos, que também são oriundos da Europa, como a cereja, a ameixa, a romã, o damasco, o figo e a uva, com certeza são bem-vindos na ceia, mas agora ‘batem de frente’ com os frutos daqui.

“Sim, as castanhas podem e devem ser usadas. Não por acaso elas vêm ganhando cada vez mais destaque em diversos pratos. Já a banana pacovã e o tucumã, acompanhados com queijo coalho, quem não gosta? O bobó de camarão pode ter a macaxeira como base e o pavê pode ser feito com creme de cupuaçu. Esses produtos, com certeza, fazem sucesso em qualquer ceia, mesmo passando distantes daqueles que nos acostumamos a ver nas tradicionais ceias natalinas importadas”, garantiu.  

Pirarucu vs. peru

E o pirarucu, nosso gigantes dos rios, quem diria, rivaliza fácil com o peru

“O pirarucu conseguiu se firmar como o peixe nobre na culinária amazonense. Ele pode ser um bom companheiro do peru, apresentado em postas assadas e servido com leite de coco e castanhas”, falou.

Existem dois tipos de ceia: as que você faz e as que compra feitas. Para as duas, Lívia aconselhou.

“Os apaixonados por cozinha e gastronomia, eu aconselho fazer todos os itens, por ser uma espécie de terapia, e só quem é do ramo sabe como é gostoso preparar gostosuras. Para os que gostam de comodidade, e pra completar sabem melhor comer do que fazer comidas, hoje encontramos muitas opções de ceias prontas, que garantem qualidade e frescor dos alimentos”, avisou.

E se, apesar de todas as explicações da nutricionista, ainda restaram dúvidas de como fazer uma ceia que agrade aos convidados, ela preparou uma ceia básica, saborosa, saudável e variada.

“Tábua com queijos e frutas, posta de pirarucu ao leite de coco com castanha da Amazônia, arroz com queijo coalho e tucumã, farofa de abóbora ou cuscuz marroquino, mix de folhas, peru assado com frutas, e pudim de clara com ameixa, na sobremesa”, concluiu.

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