1 de julho de 2022
Prancheta 2@3x (1)

Como age a vacina nasal que pode por fim à pandemia

As vacinas contra a Covid salvaram e salvam milhões de vidas porque elas impedem, principalmente, que a doença se agrave. Assim, a grande maioria dos vacinados, se pegar Covid, vai ser com pouca ou nenhuma gravidade. Pelo menos até agora. Mas os pesquisadores se preocupam.

“Para a proteção, para a hospitalização, doença severa, doença grave, morte, ela ainda continua. Mas também estamos começando a ver uma queda nessa proteção”, explica a vice-presidente do Instituto Sabin/EUA, Denise Garrett.

Primeiro: criar vacinas que funcionem contra todas as variantes do vírus, porque não dá para ficar atualizando as vacinas a cada nova variante. “Seria uma vacina quase que universal, e essa seria o próximo passo em termos de vacina”, explica Denise.

Segundo: em vez de dar vacina no músculo, aplicar no nariz. Essa mudança seria fundamental para acabar com a pandemia. “Para parar a infecção, é importante vacinas que vão atuar na mucosa nasal, aqui na porta de entrada do vírus”, diz Denise.

Como funciona spray nasal

O vírus da Covid entra pelas vias respiratórias, e, num primeiro momento, fica por ali mesmo, se multiplicando nas mucosas, onde os anticorpos, gerados pelas vacinas atuais, não conseguem chegar.

E, mesmo que chegassem, ali não é o lugar deles. Daí a necessidade de uma inovação. “Se você fizer uma vacina de spray nasal, você vai induzir uma resposta imune local no nariz”, explica Jorge Kalil, diretor do laboratório de Imunologia do Incor.

Com outros grupos pelo mundo, o laboratório do pesquisador no Instituto Do Coração, em São Paulo, está nessa busca: de uma vacina que ataque o vírus logo de cara, não deixe que ele se multiplique.

Assim, a pessoa vacinada não se contamina, e nem dá tempo de transmitir o vírus. O micróbio finalmente para de circular. E a pandemia pode chegar ao fim. “Você elimina o vírus na entrada. Porque as pessoas, mesmo vacinadas atualmente, podem ainda infectar o nariz e distribuir o vírus para várias outras pessoas”, diz Jorge Kalil.

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