Como a publicidade acelera o setor de betting no Brasil

Seja no Brasil, ou ao redor do globo, o setor das apostas esportivas vem crescendo exponencialmente. E em território nacional, entre 2018 e 2020, os investimentos no segmento passaram de R$ 2 bilhões para R$ 7 bilhões, sendo que 70% do valor foi direcionado aos palpites no futebol.  E a expectativa é que as operadoras de plataformas de apostas esportivas consigam dobrar seu faturamento ainda neste ano. Em 2020, somente com ações publicitárias, essas operadoras gastaram R$42.659 milhões, e para este ano, a previsão é de que o volume alcance os R$139.519 milhões.

Por enquanto, várias operadoras têm focado seus esforços nas apostas de futebol, sejam elas a Sportingbet, NetBet, Bodog, Sportsbet, Betfair, entre outras. Porém, no Brasil, ninguém ainda consegue bater a Bet365, que no fluxo mensal ultrapassa os R$ 126,5 milhões – pelo menos é isso o que afirma a pesquisa realizada pela SemRush em maio de 2021.

Investimentos e retornos impressionam

A análise feita pelo Euro Monitor, aponta que as operadoras direcionaram para mídia anunciar seus serviços no mercado brasileiro uma verba de R$ 42.659 milhões no ano passado. E o instituto acredita que neste ano o valor gasto com propagandas irá chegar aos R$ 139.519 milhões. Desse montante, a TV paga angaria 56% dos investimentos, o setor digital pega 32% e as TVs abertas somente 1,7%.

Atualmente, tanto o SBT quanto vários canais pertencentes ao Grupo Globo recebem patrocínios da Betfair e da Sportingbet por conta das transmissões da Copa Libertadores, Copa América, Campeonato Brasileiro e Eliminatória para a Copa do Mundo de 2022, sendo que essas competições sempre batem recordes de audiência. Com isso, tem se formado mais um nicho que as agências de publicidade estão de olho para explorar. 

Segundo o CEO da agência de publicidade WTAG, Lucas Feltes, “Tivemos durante a pandemia alguns fenômenos publicitários, como e-commerces e fármacos. A novidade são as casas de apostas disponibilizando para as agências e mídia um recurso inédito. Estamos estendendo a NetBet e a performance da marca, que tem sede em Londres, é visível. Usamos o jogador Zé Roberto na primeira campanha e a resposta foi imediata”.

Os clubes do futebol brasileiro também têm se beneficiado bastante com o patrocínio das operadoras de plataformas de apostas. E dos 20 clubes que disputam a Série A do Brasileirão, 18 deles têm o logo de uma operadora do setor estampada em seu uniforme. Com isso, várias empresas globais do segmento têm cimentado sua marca no Brasil, recebendo ainda amparo legal para atuar em terras tupiniquins.

 Mas apesar das operadoras do exterior poderem atuar no Brasil, o que mais se espera é toda a regulamentação do setor. De acordo com Marcelo Namura, vice-presidente de mídia da Agência Bold, que presta serviços a Betsson, “A grande expectativa é pelo marco legal. Enquanto a licença não vem, os últimos três anos foram dedicados para a construção dos territórios das marcas. Os patrocínios aos clubes geram alguns recursos, mas as apostas ainda não. O momento é de engajar fornecedores. Alguns contratos estão atrelados à performance”.

Já o consultor de marketing esportivo, Amir Sommogi, acredita que com a regulamentação das apostas esportivas no país, conseguiremos ampliar bastante nossa atuação, atingindo cifras impressionantes que podem beneficiar e muito a economia do Brasil. Ele afirma que os patrocínios presentes na União Europeia somados chegam a casa das 3 bilhões de libras. E o segmento das apostas em alguns dos países que compõem o bloco econômico representa 2% do PIB. Sommogi ainda aponta que com as estratégias de marketing corretas, é possível explorar o licenciamento de produtos e descontos, assim como é feito nos Estados Unidos com a NBA Pass, que gera uma bonificação tremenda aos times locais.

Foto/Destaque: Divulgação

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